Laboratório Absurdo apresenta
El Twilight Fórum
papo cabeça, papo membros, papo tronco, delírio, disparate, caos, hihicroned
Tags / Memes / Links:
Discordianismo, Subgenius, Bela-Parrachia, Hihicronedismo, Zen, Sufismo, Cultura Bulldada, Música Estranha, Cinema Esquisito, Literatura Bizarra, Tesouros Televisivos Empoeirados, Onanismo!, Subculturas, Contracultura, Nasrudin, Cultura Rivethead, Groucho-Marxismo, Estímulo Aleatório, Patafísica, Matemática Absurda!
Liberte sua loucura aqui!
23.11.07
2.9.07
Aaní
faça caos, não faça guerra
O quê?
Aaní é uma palavra de origem Tupi, que significa “Não, Nada”. É equivalente à palavra grega Χάος (Caos), de mesmo significado. O conceito de Caos foi corrompido pelo tempo e pela ignorância, pelo moralismo e pela resposta que a “Realidade Consensual” deu a movimentos como o Anarquismo de Bakunin, transformando este conceito em sinônimo de “desordem”. Hoje, sabe-se através da Ciência Quântica que o Caos não é desordem, baderna ou arruaça, mas refere-se à impreditabilidade do espaço vazio primordial. Caos, Aaní, não pode ser definido, pois fazê-lo seria negá-lo. Entretanto, o mais próximo que podemos chegar de sua equivalência abstrata é considerá-lo como sendo a vastidão interminável de possibilidades que permeia o Cosmos. Nós estamos, inegavelmente, dentro desta “qualquer coisa em potencial” e ela está dentro de nós.
O objetivo desse Movimento, Projeto, Aglomeração, Reduto, Façanha, Acepção Ruim, ou qualquer outra palavra que possa definir essa coisa que achamos por bem nomear Aaní é justamente explorar, difundir, criar, destruir e re-criar estes conceitos e aplicá-los nas áreas das Artes Plásticas, Literatura, Música, Jornalismo, Tecnologia da Informação, Sociologia, Antropologia, Psicologia, Mitologia, Expressão Religiosa e outros campos que possam surgir no meio do caminho.
Para quê?
Para quê Alexandre, O Grande, saiu globalizando a Macedônia, o Oriente Médio e o Mundo de sua época? Para quê as Feministas se organizaram no final do século passado visando direitos iguais aos dos homens? Para quê Aleister Crowley revolucionou a cena ocultista da Inglaterra e do resto do Ocidente no início do século XX? Para quê derrubaram a Ditadura? Para quê tiraram o Collor? Para quê puseram o Lula? Para quê vão tirar o Lula? Para quê foram criados o Rock n’ Roll, o movimento Punk e o Hip Hop? Para quê o Dadaísmo, os Beats, a Generation Jones, os Kings Mob, os Góticos, neo-Góticos, Clubbers, Cybers, Caoístas, Discordianistas, Grungers, Head-bangers, Backpackers (hitchhickers, mochileiros), Body Modificators (tatuagem, piercing, cirurgia cosmética, implantes), Freegans, Vegans, Greens, Wiccanos, Seiðmaðr e Völva (Asatrüar, Seiðr, neo-Paganismo Nórdico), New Agers, Geeks, Freaks, Ravers, Graffiti, Pachucos, Nerds, Otherkins (Vampiros, Lobisomens e antropomorfos), Thelemitas, Ateístas e todas as outras subculturas? Pra quê? Responda a estas perguntas e esta será a resposta de “Para quê um movimento como o Aaní?”
Por que?
Porque o ser humano muda. E se esta mudança demora a sair naturalmente, ela pode ser provocada. Muitas pessoas reclamam da violência, do descaso com o meio ambiente, da falta de liberdade, da libertinagem alheia, da corrupção do governo, da apatia da arte contemporânea, da falta de oportunidade, da elitização econômica do conhecimento e da informação, e não conseguem nem podem fazer nada sozinhos. Porque a Política, a Moral, a Ética, a escala de Liberdade, a Justiça, a Crença, a Aceitação ou Rejeição de idéias e ideais de um povo, são todas determinadas pela sua Cultura Dominante. É impossível, ou pelo menos muito difícil, conseguir que estes resultados (Política, Crença, etc.) de processos culturais sintetizados sejam alterados, sem antes alterar base estrutural destes processos, ou seja: A Cultura. É ela que determina e regula o comportamento, o vestuário, a expressão artística, a religião, as leis, a forma de governo, a produção e transmissão (ou bloqueio) da informação, o que pode e o que não pode. À medida que estas Culturas Dominantes, com o tempo, passam a aceitar melhor as cenas de nudez no cinema; a linguagem explícita em público; permitir que mulheres votem, dirijam e trabalhem; que os homossexuais troquem carícias em público; que uma menina de quinze anos espalhe que é bruxa sem ser queimada; que pessoas se tatuem, coloquem piercings e silicone na testa; que homens se maquiem; que top models engravidem de jogadores de futebol, ou de um rock star, para fatiar sua fortuna e serem convidadas a apresentar programas de TV; E outros tabús vão sendo quebrados, os movimentos de contracultura, originados por subculturas, vão sendo absorvidos por essas Culturas Dominantes, permitindo que novas subculturas surjam para substituir suas precursoras. Até que, um dia, estas subculturas (agora parte da Cultura Dominante) se tornem obsoletas e sejam alteradas pelo mesmo processo que recomeça. O Aaní existe porque sabe que, e quer que, cedo ou tarde, estas subculturas se hibridizem e se permitam trocar informações, expandir sua atuação e aceitação, para que novas subculturas apareçam.
Como?
Através dos memes. Meme é um termo, cunhado em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller “O Gene Egoísta”, que é para a memória o análogo do gene na genética: a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica (é transmitida) de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada, e outros locais de armazenamento ou cérebros. O meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode, de alguma forma, auto-propagar-se. Podem ser idéias ou partes de idéias, línguas, gírias, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autônoma. O que determina a sua auto-propagação é a facilidade com que é absorvido e propagado, bem como sua habilidade de transmutar.
Exemplos claros de memes são Celulares, Mp3 Players, I-Pods, I-Phones, Tamagoshis (Lembra? Rs), Grampeadores, Slogans Publicitários, Refrões de música ruim (que não saem da cabeça), ou Jingles de Comercial (Dolly, Dolly Guaraná, Dolly), Mulher com pouca roupa em comercial de cerveja, “56, meu nome é Enéas” e “Lula-lá”, “Deus é Grande” e “Jesus é Fiel”, “Vuco-vuco”, “Merry Meet, Merry Part and Merry Meet Again”, “Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei”, “Nada é Verdadeiro, Tudo é Permitido”, Piadas, Provérbios e Aforismos, Metáforas, Fórmulas para decorar a tabela periódica e equações físicas em Cursinhos Pré-vestibulares, marcas e estilos de roupas, Paródias, Trocadilhos, Frases de duplo sentido, Colocar A Primeira Letra de Cada Palavra em Maiúscula para Denotar Importância, TRAVAR O CAPS LOCK PARA GRITAR COM LETRAS, spam, lixo eletrônico, forward de Power Point, Livros, imã de geladeira, canções de ninar, et cetera. Fenômenos como o Orkut, My space, Yahoo Grupos, Skype, Wikis, Subculturas, Religiões, Teorias Políticas, Lan Houses e Danceterias são chamados memeplexos (conjuntos, complexos de memes). O conceito do Memeplexo é semelhante ao do Paradigma, forjado por Thomas Kuhn e colocado em prática por Peter Carroll. A singular diferença entre Paradigma e Memeplexo é que, enquanto o primeiro pode ser criado por um indivíduo sem nunca ser transmitido, o segundo carece da transmissão.
O estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como memética. Esses modelos evolutivos sofrem variações, em que uma idéia ou meme muda conforme é transferido de uma pessoa para outra. Poucos memes mostram uma forte Inércia Memética (que seria a característica do meme de ser expressado do mesmo jeito, e de ter o mesmo impacto, independentemente de quem esteja recebendo ou transmitindo a idéia, e permanecer na memória de seu propagador). A variação memética cresce quando o meme é transmitido de uma maneira descuidada com a expressão da idéia, enquanto a inércia memética é fortalecida quando a forma de expressão rima ou usa outros dispositivos mnemônicos para preservar a memória do meme antes de sua transmissão.
Uma mnemônica é um auxiliar de memória. São, tipicamente, verbais, e utilizados para memorizar listas ou fórmulas, e baseiam-se em formas simples de memorizar maiores construções, baseados no princípio de que a mente humana tem mais facilidade de memorizar dados quando estes são associados a informação pessoal, espacial ou de caráter relativamente importante, do que dados organizados de forma não sugestiva (para o indivíduo) ou sem significado aparente. Porém, estas seqüências têm que fazer algum sentido, ou serão igualmente difíceis de memorizar (por exemplo, usar os ossos dos punhos cerrados para lembrar qual mês contém 30 ou 31 dias – ossos são 31, vãos entre eles são 30). Produzir e controlar a forma de um meme, sua propagação e interação com outros memes e memeplexos é produzir níveis de alteração da realidade e, com certas limitações, controlá-la.
Quem?
Estão convidados a participar e se auto-intitular Aanidi (tupi com plural em latim, para evitar o trocadilho com Aanitas e “Presença de Anita” – se bem que, informando o motivo, já fodeu tudo), Aanidum no singular, todos aqueles que integram subculturas, ou nenhuma delas, mas rejeitam a Cultura Dominante.
São eles: Caoístas (chaotes, caos magistas, rabanetes, zees etc.); Cybers; Artistas incompreendidos; Atores alternativos; Jornalistas sem hobby; Bandas não comerciais; DJs; GLS; Afrocentristas; Feministas; Dadaístas; Beatniks; neo-Góticos; neo-Hippies; Neuromantes; Psiconautas; Discordianistas; Body Modificators (tatuados e tatuadores, piercers e piercingados, cirurgia cosmética, implantes); Vegans; Wiccanos; neo-Pagãos em geral; New Agers; Geeks; Freaks; Ravers; Graffiteiros; Nerds; Otherkins (Demônios, Vampiros, Lobisomens e antropomorfos); Thelemitas; Zos Kia Cultistas; Ateístas; Agnósticos; Henoteístas; Suiteístas; Magos independentes; Spammers; Cegos, Surdos e Mudos; Publicitários Falidos (exceto Marcos Valério e Duda Mendonça); Macumbeiros; Ciganos; Índios; Brancos; Não-tão-brancos; Negros; Pardos; MSC (Movimento sem Cor); Roxos sem quota em faculdade; Tantristas; Cabal… não, cabalistas não; Proletariados; Místicos não-ortodoxos; Hindús; Pragmatas; Straight Edges; neo-Punks; BDSM (Bondage/Disciplina, Dominação/Submissão, Sado/Masoquismo) Green pacifistas; Nudistas; Urbanóides; Portadores de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC); Bichos-estranhos; et cetera, et cetera, et cetera. Se você não está supracitado, mas se considera minoria, significa que você é mais minoria ainda, e que isso é muito bom.
Toda crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças são igualmente idiotas. Se você não enxerga isso, significa que é preconceituoso. Ou Cabalista. Deixa pra lá esse negócio de Cabalista. A questão é que as diferenças podem (e deveriam) ser respeitadas, toleradas e, inclusive, louvadas. Além disso, se você se deixa ofender por uma crítica à sua crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças, significa que essa crítica de tamanho ridículo é maior que você. Identificação é necessária, sim, mas um baixíssimo nível de identificação é o suficiente para criar uma convivência caótico-pacífica-interessante. Nenhuma crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças são melhores do que outras. Quando isso for percebido por 1/3 da população mundial, teremos 1/3 dos Deuses na Terra.
Aaní (des)Org
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O quê?
Aaní é uma palavra de origem Tupi, que significa “Não, Nada”. É equivalente à palavra grega Χάος (Caos), de mesmo significado. O conceito de Caos foi corrompido pelo tempo e pela ignorância, pelo moralismo e pela resposta que a “Realidade Consensual” deu a movimentos como o Anarquismo de Bakunin, transformando este conceito em sinônimo de “desordem”. Hoje, sabe-se através da Ciência Quântica que o Caos não é desordem, baderna ou arruaça, mas refere-se à impreditabilidade do espaço vazio primordial. Caos, Aaní, não pode ser definido, pois fazê-lo seria negá-lo. Entretanto, o mais próximo que podemos chegar de sua equivalência abstrata é considerá-lo como sendo a vastidão interminável de possibilidades que permeia o Cosmos. Nós estamos, inegavelmente, dentro desta “qualquer coisa em potencial” e ela está dentro de nós.
O objetivo desse Movimento, Projeto, Aglomeração, Reduto, Façanha, Acepção Ruim, ou qualquer outra palavra que possa definir essa coisa que achamos por bem nomear Aaní é justamente explorar, difundir, criar, destruir e re-criar estes conceitos e aplicá-los nas áreas das Artes Plásticas, Literatura, Música, Jornalismo, Tecnologia da Informação, Sociologia, Antropologia, Psicologia, Mitologia, Expressão Religiosa e outros campos que possam surgir no meio do caminho.
Para quê?
Para quê Alexandre, O Grande, saiu globalizando a Macedônia, o Oriente Médio e o Mundo de sua época? Para quê as Feministas se organizaram no final do século passado visando direitos iguais aos dos homens? Para quê Aleister Crowley revolucionou a cena ocultista da Inglaterra e do resto do Ocidente no início do século XX? Para quê derrubaram a Ditadura? Para quê tiraram o Collor? Para quê puseram o Lula? Para quê vão tirar o Lula? Para quê foram criados o Rock n’ Roll, o movimento Punk e o Hip Hop? Para quê o Dadaísmo, os Beats, a Generation Jones, os Kings Mob, os Góticos, neo-Góticos, Clubbers, Cybers, Caoístas, Discordianistas, Grungers, Head-bangers, Backpackers (hitchhickers, mochileiros), Body Modificators (tatuagem, piercing, cirurgia cosmética, implantes), Freegans, Vegans, Greens, Wiccanos, Seiðmaðr e Völva (Asatrüar, Seiðr, neo-Paganismo Nórdico), New Agers, Geeks, Freaks, Ravers, Graffiti, Pachucos, Nerds, Otherkins (Vampiros, Lobisomens e antropomorfos), Thelemitas, Ateístas e todas as outras subculturas? Pra quê? Responda a estas perguntas e esta será a resposta de “Para quê um movimento como o Aaní?”
Por que?
Porque o ser humano muda. E se esta mudança demora a sair naturalmente, ela pode ser provocada. Muitas pessoas reclamam da violência, do descaso com o meio ambiente, da falta de liberdade, da libertinagem alheia, da corrupção do governo, da apatia da arte contemporânea, da falta de oportunidade, da elitização econômica do conhecimento e da informação, e não conseguem nem podem fazer nada sozinhos. Porque a Política, a Moral, a Ética, a escala de Liberdade, a Justiça, a Crença, a Aceitação ou Rejeição de idéias e ideais de um povo, são todas determinadas pela sua Cultura Dominante. É impossível, ou pelo menos muito difícil, conseguir que estes resultados (Política, Crença, etc.) de processos culturais sintetizados sejam alterados, sem antes alterar base estrutural destes processos, ou seja: A Cultura. É ela que determina e regula o comportamento, o vestuário, a expressão artística, a religião, as leis, a forma de governo, a produção e transmissão (ou bloqueio) da informação, o que pode e o que não pode. À medida que estas Culturas Dominantes, com o tempo, passam a aceitar melhor as cenas de nudez no cinema; a linguagem explícita em público; permitir que mulheres votem, dirijam e trabalhem; que os homossexuais troquem carícias em público; que uma menina de quinze anos espalhe que é bruxa sem ser queimada; que pessoas se tatuem, coloquem piercings e silicone na testa; que homens se maquiem; que top models engravidem de jogadores de futebol, ou de um rock star, para fatiar sua fortuna e serem convidadas a apresentar programas de TV; E outros tabús vão sendo quebrados, os movimentos de contracultura, originados por subculturas, vão sendo absorvidos por essas Culturas Dominantes, permitindo que novas subculturas surjam para substituir suas precursoras. Até que, um dia, estas subculturas (agora parte da Cultura Dominante) se tornem obsoletas e sejam alteradas pelo mesmo processo que recomeça. O Aaní existe porque sabe que, e quer que, cedo ou tarde, estas subculturas se hibridizem e se permitam trocar informações, expandir sua atuação e aceitação, para que novas subculturas apareçam.
Como?
Através dos memes. Meme é um termo, cunhado em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller “O Gene Egoísta”, que é para a memória o análogo do gene na genética: a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica (é transmitida) de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada, e outros locais de armazenamento ou cérebros. O meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode, de alguma forma, auto-propagar-se. Podem ser idéias ou partes de idéias, línguas, gírias, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autônoma. O que determina a sua auto-propagação é a facilidade com que é absorvido e propagado, bem como sua habilidade de transmutar.
Exemplos claros de memes são Celulares, Mp3 Players, I-Pods, I-Phones, Tamagoshis (Lembra? Rs), Grampeadores, Slogans Publicitários, Refrões de música ruim (que não saem da cabeça), ou Jingles de Comercial (Dolly, Dolly Guaraná, Dolly), Mulher com pouca roupa em comercial de cerveja, “56, meu nome é Enéas” e “Lula-lá”, “Deus é Grande” e “Jesus é Fiel”, “Vuco-vuco”, “Merry Meet, Merry Part and Merry Meet Again”, “Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei”, “Nada é Verdadeiro, Tudo é Permitido”, Piadas, Provérbios e Aforismos, Metáforas, Fórmulas para decorar a tabela periódica e equações físicas em Cursinhos Pré-vestibulares, marcas e estilos de roupas, Paródias, Trocadilhos, Frases de duplo sentido, Colocar A Primeira Letra de Cada Palavra em Maiúscula para Denotar Importância, TRAVAR O CAPS LOCK PARA GRITAR COM LETRAS, spam, lixo eletrônico, forward de Power Point, Livros, imã de geladeira, canções de ninar, et cetera. Fenômenos como o Orkut, My space, Yahoo Grupos, Skype, Wikis, Subculturas, Religiões, Teorias Políticas, Lan Houses e Danceterias são chamados memeplexos (conjuntos, complexos de memes). O conceito do Memeplexo é semelhante ao do Paradigma, forjado por Thomas Kuhn e colocado em prática por Peter Carroll. A singular diferença entre Paradigma e Memeplexo é que, enquanto o primeiro pode ser criado por um indivíduo sem nunca ser transmitido, o segundo carece da transmissão.
O estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como memética. Esses modelos evolutivos sofrem variações, em que uma idéia ou meme muda conforme é transferido de uma pessoa para outra. Poucos memes mostram uma forte Inércia Memética (que seria a característica do meme de ser expressado do mesmo jeito, e de ter o mesmo impacto, independentemente de quem esteja recebendo ou transmitindo a idéia, e permanecer na memória de seu propagador). A variação memética cresce quando o meme é transmitido de uma maneira descuidada com a expressão da idéia, enquanto a inércia memética é fortalecida quando a forma de expressão rima ou usa outros dispositivos mnemônicos para preservar a memória do meme antes de sua transmissão.
Uma mnemônica é um auxiliar de memória. São, tipicamente, verbais, e utilizados para memorizar listas ou fórmulas, e baseiam-se em formas simples de memorizar maiores construções, baseados no princípio de que a mente humana tem mais facilidade de memorizar dados quando estes são associados a informação pessoal, espacial ou de caráter relativamente importante, do que dados organizados de forma não sugestiva (para o indivíduo) ou sem significado aparente. Porém, estas seqüências têm que fazer algum sentido, ou serão igualmente difíceis de memorizar (por exemplo, usar os ossos dos punhos cerrados para lembrar qual mês contém 30 ou 31 dias – ossos são 31, vãos entre eles são 30). Produzir e controlar a forma de um meme, sua propagação e interação com outros memes e memeplexos é produzir níveis de alteração da realidade e, com certas limitações, controlá-la.
Quem?
Estão convidados a participar e se auto-intitular Aanidi (tupi com plural em latim, para evitar o trocadilho com Aanitas e “Presença de Anita” – se bem que, informando o motivo, já fodeu tudo), Aanidum no singular, todos aqueles que integram subculturas, ou nenhuma delas, mas rejeitam a Cultura Dominante.
São eles: Caoístas (chaotes, caos magistas, rabanetes, zees etc.); Cybers; Artistas incompreendidos; Atores alternativos; Jornalistas sem hobby; Bandas não comerciais; DJs; GLS; Afrocentristas; Feministas; Dadaístas; Beatniks; neo-Góticos; neo-Hippies; Neuromantes; Psiconautas; Discordianistas; Body Modificators (tatuados e tatuadores, piercers e piercingados, cirurgia cosmética, implantes); Vegans; Wiccanos; neo-Pagãos em geral; New Agers; Geeks; Freaks; Ravers; Graffiteiros; Nerds; Otherkins (Demônios, Vampiros, Lobisomens e antropomorfos); Thelemitas; Zos Kia Cultistas; Ateístas; Agnósticos; Henoteístas; Suiteístas; Magos independentes; Spammers; Cegos, Surdos e Mudos; Publicitários Falidos (exceto Marcos Valério e Duda Mendonça); Macumbeiros; Ciganos; Índios; Brancos; Não-tão-brancos; Negros; Pardos; MSC (Movimento sem Cor); Roxos sem quota em faculdade; Tantristas; Cabal… não, cabalistas não; Proletariados; Místicos não-ortodoxos; Hindús; Pragmatas; Straight Edges; neo-Punks; BDSM (Bondage/Disciplina, Dominação/Submissão, Sado/Masoquismo) Green pacifistas; Nudistas; Urbanóides; Portadores de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC); Bichos-estranhos; et cetera, et cetera, et cetera. Se você não está supracitado, mas se considera minoria, significa que você é mais minoria ainda, e que isso é muito bom.
Toda crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças são igualmente idiotas. Se você não enxerga isso, significa que é preconceituoso. Ou Cabalista. Deixa pra lá esse negócio de Cabalista. A questão é que as diferenças podem (e deveriam) ser respeitadas, toleradas e, inclusive, louvadas. Além disso, se você se deixa ofender por uma crítica à sua crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças, significa que essa crítica de tamanho ridículo é maior que você. Identificação é necessária, sim, mas um baixíssimo nível de identificação é o suficiente para criar uma convivência caótico-pacífica-interessante. Nenhuma crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças são melhores do que outras. Quando isso for percebido por 1/3 da população mundial, teremos 1/3 dos Deuses na Terra.
Aaní (des)Org
:::
11.4.07
23.2.07
Projeto Sái do Chão!
Organizando para DesOrganizar a sua cabeça:
-> Literatura Freak <-
-> Música Freak <-
-> Cinema Freak <-
-> TV Freak <-
-> Religião Freak <-
-> Política Freak <-
-> Filosofia Freak <-
->:::<-
Organizando para DesOrganizar a sua cabeça:
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-> Política Freak <-
-> Filosofia Freak <-
->:::<-
1.2.07
Saudações Avatares do Caos!
Com a ajuda dos que realmente se interessaram pudemos concluir um "Calendário Caoísta" mínimo para essas terras-brasillis!
Esperamos que ele seja de algum modo incentivador para a ação & poesia.
Ao contrário de algumas opiniões expostas a Agenda TP não serve para organizar o Caos, não somos tão pretensiosos ou burros assim!
Mas ela segue aquela máxima de que "nos organizando podemos desorganizar", podendo então alçar um vôo de Águia & Lótus da lama da inércia e da preguiça ao Caos da criação ativa!
(O Calendário aqui exposto não é algo fechado ou extático para datas que ainda virão! Dêem sugestões e se forem interessantes, editaremos a Agenda!)
No mais, divulguem o Anno Caos 2007, utilizem suas datas como inspiração para ações & que o Caos Domine!
Comunidade Anno Caos no Orkut
ANNO CAOS 2007 – Agenda Terrorista Poética – Ano do Javali:
JANEIRO
01 - Dia da Confraternização Universal
05 - Dia de Mung – (Data Discordiana)
07 - Dia da Liberdade de Cultos – Propague uma religião que não existe.
08 - Dia da Fotografia
11 - Dia Mundial da Lasanha Voadora – Em memória ao R.A.W.
18 – Dia do nascimento de Robert Anton Wilson
30 - Dia da Saudade – Escreva para alguém que não conheça e fale sobre sua saudade dele/a ou organizar manifestações de ausência.
31 - Dia Mundial do Mágico
31 - Candlemas
FEVEREIRO
01 - Lamas
06 - Aniversário de Aaron Burr (Data Discordiana)
06 - Honras a Afrodite, Deusa do Amor – Energize o pensamento de paixão e luxúria.
14 - Dia Internacional dos Namorados
16 - Dia de Faunos, Honras a Pãn
17 – Dia de Kali
19 - Fluxo de Caos (Data Discordiana)
24 – Dia do Deus Shiva
26 – Festa da Carne- É carnaval! Faça o que queres, essa é a lei!
29 - Dia de São Tib (a cada 4 anos – Data Discordiana)
MARÇO
08 - Dia Internacional da Mulher – Distribuir panfletos com poemas ou um manifesto pelo Matriarcado.
13 - Hora do Dia (Data Discordiana)
14 - Dia da Poesia – Cada um faz sua poesia, seja ela qual for, e torne público.
18 - Aniversário de Grover Cleveland (Data Discordiana)
20 – Mabon
20 - Ano Novo Thelêmico
21 - Dia Mundial da Infância - Dia de soltar o infant-terrible dentro de nós, aprontemos o sete!
22 – Ostara
27 - Dia do Circo
27 - Dia dos Homens – Propagar o luto universal pelas cagadas dos homens, macacos e símios em geral.
29 - Dia do Mojo (Data Discordiana)
ABRIL
01 - Dia da mentira – Dia Nacional dos trotes, escolha os alvos e ataque! Propague uma grande mentira! E viva o Cocadaboa!
03 - Dia Internacional do Beijo –Então é isso, você já tem um boa desculpa! Beije todas/os, beije muito!
08 a 10 - Comemoração do Livro da Lei
13 – Sexta-Feira - Espalhe a Paraskavidekatriaphobia! Pânico urbano em honra ao Caos!
15 - Dia da Terra
18 - Dia do Amigo – Mantenha os velhos, e faça pelo menos um novo amigo!
19 - Dia do Índio – Soltar um panfleto reivindicando a devolução das terras aos índios, assine como um.
20 – Aniversário de Bartholomeu Simpson
22 - Descobrimento do Brasil (1500) – Critica ou comemoração, você decide!
22 - Dia de Gaia
23 - Dia Mundial do Livro – Esse é o dia de esquecer um livro com uma bela dedicatória.
26 - Dia da Ordinação Universal (Data Discordiana)
MAIO
01 - Dia Mundial Anti-Trabalho - Divulgue esse manifesto.
01 – Dia das Bruxas no hemisfério Sul – Organize uma festinha, chame os amigos e solte as bruxas!
03 - Dia do Sol
03 - Fluxo de Discórdia (Data Discordiana)
05 - Dia das Conspirações
07 - Dia do Silêncio – O Silêncio, a mais imediata das utopias
08 – Dia do Genki-Dama
08 - Dia do Artista Plástico
09 - Morte de Ulrike Meinhof
18 - Dia Internacional dos Museus – Ah! Vai! Visite um museu!
21 - Dia da cachaça
23 – Dia de Éris, a Deusa da Discórdia – Não coma cachorro quente, solte foguetes, provoque uma briga...
28 - Dia do Educador
31 - Dia de Sya (Data Discordiana)
JUNHO
05 - Dia Mundial do Meio Ambiente
07 - Dia da Liberdade de Imprensa – Provoque um jornal a publicar algo non-sense nesse dia.
06 – Dia de Satan – Blasfêmias, Senhoras e Senhores, blasfêmias! Vamos organizar um abaixo assinado para instituir um satã na pedra da gávea.
12 - Dia dos Namorados
21 - Dia do Intelectual
21 - Solstício de Inverno
23 - Noite das Feiticeiras
JULHO
05 – Fim do Mundo para a Igreja dos Subgenius
05 – Dia da Preguiça – Tornar a indolente e melancólica acédia uma prazerosa negligência!
10 - Dia da Pizza
13 – Sexta-Feira – Última do ano, que tal um trote funesto?!?!
13 - Dia Mundial do Rock – That’s Rock n’ Roll baby!!!
14 - Dia da Liberdade de Pensamento
15 - Fluxo de Confusão (Data Discordiana)
20 – Dia do Pulo – Hoaxxxxxxx! Convença alguém a pular novamente!
25 - Dia do Escritor
31 - Dia do Orgasmo – Bom! Aí você decide como, quantos, com quem e onde... Mas como é uma data em especial, inove!
AGOSTO
01 – Imbolc
08 - Dia de Von Darsê
11 - Dia do Estudante – Panfletinhos do caos nas portas das escolas pessoal!
12 - Dia de Zara (Data Discordiana)
12 - Dia Nacional das Artes
15 - Dia da Pornografia, Festa do Prazer
24 - Dia do Artista
27 – Inicio do Festival Burning Man
SETEMBRO
07 - Dia da Independência (1822) – Fazer uma grande piada pra esse país que não é sério mesmo!
11- Dia do Terrorismo Poético – Aì o bicho tem que pegar pô! Use a imaginação, chame os chegados, não perdoe muros, aja!!!
21 - Dia da Árvore - Abrace uma árvore em público, declare seu amor (ou ódio) por elas.
22 - Dia da Banana
22 - Dia do Amante – Santinhos de São Ricardo Casa Nova serão depositados até nas igrejas.
23 - Equinócio da Primavera
26 – Dia da fundação de Christiania:
- christiania.org
- http://www.emcrise.com.br/reportagem/reportchristiania.htm
26 - Fluxo de Burocracia (Data Discordiana)
OUTUBRO
04 - Dia da Natureza
04 - Dia Internacional do Poeta
04 - Dia Mundial dos Animais – Aquela da fita do matadouro tocando em rodízios ainda tá de pé?!?
12 – Dia de Aleister Crowley - Vá a uma Igreja e mande rezar uma missa de nascimento e vamos ver se os caras caem!
15 - Dia do Professor
15 – Dia de F. Nietzsche
24 - Dia de Mala (Data Discordiana)
25 - Dia da Democracia – Hahahahahahahaha! Aos gregos por favor!
29 – Dia do Livro – Ou seria esse o dia de esquecer um livro com uma bela dedicatória!?!?
31 – Beltane & Dia das Bruxas
NOVEMBRO
01 – Dia Internacional da Cannabis
02 - Dia dos Mortos – Se a morte ainda não é uma festa, o que está faltando?
05 - Dia do Guy Fawkes
05 - Dia da Cultura
22 - Dia da Música
DEZEMBRO
08 – Afluxo (Data Discordiana)
10 - Dia do Palhaço
16 - Dia do Teatro Amador
22 - Solstício de Verão
31 – Dia de Austin Osman Spare
Adendos:
Meses do Calendário Discordiano:
Caos
(01 de Janeiro à 14 Março)
Discórdia
(15 de Março à 26de Maio)
Confusão
(27 de Maio à 07 de Agosto)
Burocracia
(08 de Agosto à 19 de Outubro)
Pós-Matemática
(20 de Outubro à 31 de Dezembro)
Links correlatos:
Calendário Asteca
Datas inesquecíveis
Trotes do Cocadaboa
->:::<-
Com a ajuda dos que realmente se interessaram pudemos concluir um "Calendário Caoísta" mínimo para essas terras-brasillis!
Esperamos que ele seja de algum modo incentivador para a ação & poesia.
Ao contrário de algumas opiniões expostas a Agenda TP não serve para organizar o Caos, não somos tão pretensiosos ou burros assim!
Mas ela segue aquela máxima de que "nos organizando podemos desorganizar", podendo então alçar um vôo de Águia & Lótus da lama da inércia e da preguiça ao Caos da criação ativa!
(O Calendário aqui exposto não é algo fechado ou extático para datas que ainda virão! Dêem sugestões e se forem interessantes, editaremos a Agenda!)
No mais, divulguem o Anno Caos 2007, utilizem suas datas como inspiração para ações & que o Caos Domine!
Comunidade Anno Caos no Orkut
ANNO CAOS 2007 – Agenda Terrorista Poética – Ano do Javali:
JANEIRO
01 - Dia da Confraternização Universal
05 - Dia de Mung – (Data Discordiana)
07 - Dia da Liberdade de Cultos – Propague uma religião que não existe.
08 - Dia da Fotografia
11 - Dia Mundial da Lasanha Voadora – Em memória ao R.A.W.
18 – Dia do nascimento de Robert Anton Wilson
30 - Dia da Saudade – Escreva para alguém que não conheça e fale sobre sua saudade dele/a ou organizar manifestações de ausência.
31 - Dia Mundial do Mágico
31 - Candlemas
FEVEREIRO
01 - Lamas
06 - Aniversário de Aaron Burr (Data Discordiana)
06 - Honras a Afrodite, Deusa do Amor – Energize o pensamento de paixão e luxúria.
14 - Dia Internacional dos Namorados
16 - Dia de Faunos, Honras a Pãn
17 – Dia de Kali
19 - Fluxo de Caos (Data Discordiana)
24 – Dia do Deus Shiva
26 – Festa da Carne- É carnaval! Faça o que queres, essa é a lei!
29 - Dia de São Tib (a cada 4 anos – Data Discordiana)
MARÇO
08 - Dia Internacional da Mulher – Distribuir panfletos com poemas ou um manifesto pelo Matriarcado.
13 - Hora do Dia (Data Discordiana)
14 - Dia da Poesia – Cada um faz sua poesia, seja ela qual for, e torne público.
18 - Aniversário de Grover Cleveland (Data Discordiana)
20 – Mabon
20 - Ano Novo Thelêmico
21 - Dia Mundial da Infância - Dia de soltar o infant-terrible dentro de nós, aprontemos o sete!
22 – Ostara
27 - Dia do Circo
27 - Dia dos Homens – Propagar o luto universal pelas cagadas dos homens, macacos e símios em geral.
29 - Dia do Mojo (Data Discordiana)
ABRIL
01 - Dia da mentira – Dia Nacional dos trotes, escolha os alvos e ataque! Propague uma grande mentira! E viva o Cocadaboa!
03 - Dia Internacional do Beijo –Então é isso, você já tem um boa desculpa! Beije todas/os, beije muito!
08 a 10 - Comemoração do Livro da Lei
13 – Sexta-Feira - Espalhe a Paraskavidekatriaphobia! Pânico urbano em honra ao Caos!
15 - Dia da Terra
18 - Dia do Amigo – Mantenha os velhos, e faça pelo menos um novo amigo!
19 - Dia do Índio – Soltar um panfleto reivindicando a devolução das terras aos índios, assine como um.
20 – Aniversário de Bartholomeu Simpson
22 - Descobrimento do Brasil (1500) – Critica ou comemoração, você decide!
22 - Dia de Gaia
23 - Dia Mundial do Livro – Esse é o dia de esquecer um livro com uma bela dedicatória.
26 - Dia da Ordinação Universal (Data Discordiana)
MAIO
01 - Dia Mundial Anti-Trabalho - Divulgue esse manifesto.
01 – Dia das Bruxas no hemisfério Sul – Organize uma festinha, chame os amigos e solte as bruxas!
03 - Dia do Sol
03 - Fluxo de Discórdia (Data Discordiana)
05 - Dia das Conspirações
07 - Dia do Silêncio – O Silêncio, a mais imediata das utopias
08 – Dia do Genki-Dama
08 - Dia do Artista Plástico
09 - Morte de Ulrike Meinhof
18 - Dia Internacional dos Museus – Ah! Vai! Visite um museu!
21 - Dia da cachaça
23 – Dia de Éris, a Deusa da Discórdia – Não coma cachorro quente, solte foguetes, provoque uma briga...
28 - Dia do Educador
31 - Dia de Sya (Data Discordiana)
JUNHO
05 - Dia Mundial do Meio Ambiente
07 - Dia da Liberdade de Imprensa – Provoque um jornal a publicar algo non-sense nesse dia.
06 – Dia de Satan – Blasfêmias, Senhoras e Senhores, blasfêmias! Vamos organizar um abaixo assinado para instituir um satã na pedra da gávea.
12 - Dia dos Namorados
21 - Dia do Intelectual
21 - Solstício de Inverno
23 - Noite das Feiticeiras
JULHO
05 – Fim do Mundo para a Igreja dos Subgenius
05 – Dia da Preguiça – Tornar a indolente e melancólica acédia uma prazerosa negligência!
10 - Dia da Pizza
13 – Sexta-Feira – Última do ano, que tal um trote funesto?!?!
13 - Dia Mundial do Rock – That’s Rock n’ Roll baby!!!
14 - Dia da Liberdade de Pensamento
15 - Fluxo de Confusão (Data Discordiana)
20 – Dia do Pulo – Hoaxxxxxxx! Convença alguém a pular novamente!
25 - Dia do Escritor
31 - Dia do Orgasmo – Bom! Aí você decide como, quantos, com quem e onde... Mas como é uma data em especial, inove!
AGOSTO
01 – Imbolc
08 - Dia de Von Darsê
11 - Dia do Estudante – Panfletinhos do caos nas portas das escolas pessoal!
12 - Dia de Zara (Data Discordiana)
12 - Dia Nacional das Artes
15 - Dia da Pornografia, Festa do Prazer
24 - Dia do Artista
27 – Inicio do Festival Burning Man
SETEMBRO
07 - Dia da Independência (1822) – Fazer uma grande piada pra esse país que não é sério mesmo!
11- Dia do Terrorismo Poético – Aì o bicho tem que pegar pô! Use a imaginação, chame os chegados, não perdoe muros, aja!!!
21 - Dia da Árvore - Abrace uma árvore em público, declare seu amor (ou ódio) por elas.
22 - Dia da Banana
22 - Dia do Amante – Santinhos de São Ricardo Casa Nova serão depositados até nas igrejas.
23 - Equinócio da Primavera
26 – Dia da fundação de Christiania:
- christiania.org
- http://www.emcrise.com.br/reportagem/reportchristiania.htm
26 - Fluxo de Burocracia (Data Discordiana)
OUTUBRO
04 - Dia da Natureza
04 - Dia Internacional do Poeta
04 - Dia Mundial dos Animais – Aquela da fita do matadouro tocando em rodízios ainda tá de pé?!?
12 – Dia de Aleister Crowley - Vá a uma Igreja e mande rezar uma missa de nascimento e vamos ver se os caras caem!
15 - Dia do Professor
15 – Dia de F. Nietzsche
24 - Dia de Mala (Data Discordiana)
25 - Dia da Democracia – Hahahahahahahaha! Aos gregos por favor!
29 – Dia do Livro – Ou seria esse o dia de esquecer um livro com uma bela dedicatória!?!?
31 – Beltane & Dia das Bruxas
NOVEMBRO
01 – Dia Internacional da Cannabis
02 - Dia dos Mortos – Se a morte ainda não é uma festa, o que está faltando?
05 - Dia do Guy Fawkes
05 - Dia da Cultura
22 - Dia da Música
DEZEMBRO
08 – Afluxo (Data Discordiana)
10 - Dia do Palhaço
16 - Dia do Teatro Amador
22 - Solstício de Verão
31 – Dia de Austin Osman Spare
Adendos:
Meses do Calendário Discordiano:
Caos
(01 de Janeiro à 14 Março)
Discórdia
(15 de Março à 26de Maio)
Confusão
(27 de Maio à 07 de Agosto)
Burocracia
(08 de Agosto à 19 de Outubro)
Pós-Matemática
(20 de Outubro à 31 de Dezembro)
Links correlatos:
Calendário Asteca
Datas inesquecíveis
Trotes do Cocadaboa
->:::<-
28.1.07
6.1.07
Anno Caos 2007 - Agenda Terrorista Poética
A versão abaixo já é uma revisão das primeiras datas sugeridas. Mais sugestões para datas e dias, envie via e-mail ou nas comunidades do orkut "Terrorismo Poético" by Driely e "Anno Caos 2007".
JANEIRO
01 - Dia da Confraternização Universal
07 - Dia da Liberdade de Cultos – Propague uma religião que não existe.
08 - Dia da Fotografia
30 - Dia da Saudade – Escreva para alguém que não conheça e fale sobre sua saudade dele/a ou organizar manifestações de ausência.
31 - Dia Mundial do Mágico
31 - Candlemas
FEVEREIRO
01 - Lamas
06 - Honras a Afrodite, Deusa do Amor – Energize o pensamento de paixão e luxúria.
14 - Dia Internacional dos Namorados
16 - Dia de Faunos, Honras a Pãn
17 – Dia de Kali
24 – Dia do Deus Shiva
26 – Festa da Carne - É carnaval! Faça o que queres, essa é a lei!
MARÇO
08 - Dia Internacional da Mulher – Distribuir panfletos com poemas ou um manifesto pelo Matriarcado.
14 - Dia da Poesia – Cada um faz sua poesia, seja ela qual for, e torne público.
20 – Mabon
21 - Dia Mundial da Infância - Dia de soltar o infant-terrible dentro de nós, aprontemos o sete!
22 – Ostara
27 - Dia Mundial do Teatro
27 - Dia do Circo
27 - Dia dos Homens – Propagar o luto universal pelas cagadas dos homens, macacos e símios em geral.
ABRIL
01 - Dia da mentira – Dia Nacional dos trotes, escolha os alvos e ataque! Propague uma grande mentira!
03 - Dia Internacional do Beijo – Então é isso, você já tem um boa desculpa! Beije todas/os, beije muito!
15 - Dia Mundial do Desenhista
15 - Dia da Terra
18 - Dia do Amigo – Mantenha os velhos, e faça pelo menos um novo amigo!
19 - Dia do Índio – Soltar um panfleto reivindicando a devolução das terras aos índios, assine como um.
20 - Dia do Disco
20 – Aniversário de Bartholomeu Simpson
22 - Descobrimento do Brasil (1500) – Critica ou comemoração, você decide!
22 - Dia de Gaia
23 - Dia Mundial do Livro – Esse é o dia de esquecer um livro com uma bela dedicatória.
MAIO
01 - Dia Mundial Anti-Trabalho - Divulgue esse manifesto.
01 – Dia das Bruxas no hemisfério sul – Organize uma festinha, chame os amigos e solte as bruxas!
03 - Dia do Sol
05- Dia das Conspirações
07 - Dia do Silêncio – O Silêncio, a mais imediata das utopias
08 – Dia do Genki-Dama
08 - Dia do Artista Plástico
09 - Morte de Ulrike Meinhof
18 - Dia Internacional dos Museus – Ah! Vai! Visite um museu!
23 – Dia de Éris, a Deusa da Discórdia – Não coma cachorro quente, solte foguetes, provoque uma briga...
28 - Dia do Educador
JUNHO
05 - Dia Mundial do Meio Ambiente
07 - Dia da Liberdade de Imprensa – Provoque um jornal a publicar algo non-sense nesse dia.
06 – Dia de Satan – Blasfêmias, Senhoras e Senhores, blasfêmias! Vamos organizar um abaixo assinado para instituir um satã na pedra da gávea.
12 - Dia dos Namorados
21 - Dia do Intelectual
21 - Solstício de Inverno
23 - Noite das Feiticeiras
JULHO
05 – Fim do Mundo para a Igreja dos Subgenius
10 - Dia da Pizza
13 - Dia Mundial do Rock – That’s Roch n’ Roll baby!!!
14 - Dia da Liberdade de Pensamento
19 - Dia Nacional do Futebol
20 – Dia do Pulo – Hoaxxxxxxx! Convença alguém a pular novamente!
25 - Dia do Escritor
31 - Dia do Orgasmo – Bom! Aí você decide como, quantos, com quem e onde... Mas como é uma data em especial, inove!
AGOSTO
01 – Imbolc
08 - Dia de Von Darsê
11 - Dia do Estudante
12 - Dia Nacional das Artes
15 - Dia da Pornografia, Festa do Prazer
24 - Dia do Artista
SETEMBRO
07 - Dia da Independência (1822) – Fazer uma grande piada pra esse país que não é sério mesmo!
11 - Dia do Terrorismo Poético – Aì o bicho tem que pegar pô! Use a imaginação, chame os chegados, não perdoe muros, aja!!!
21 - Dia da Árvore - Abrace uma árvore em público, declare seu amor (ou ódio) por elas.
22 - Dia da Banana
22 - Dia do Amante
23 - Equinócio da Primavera
OUTUBRO
04 - Dia da Natureza
04 - Dia Internacional do Poeta
04 - Dia Mundial dos Animais – Aquela da fita do matadouro tocando em rodízios ainda tá de pé?!?
12 – Dia de Aleister Crowley - Vá a uma Igreja e mande rezar uma missa de nascimento e vamos ver se os caras caem!
07 - Dia do Compositor Brasileiro
15 - Dia do Professor
15 – Dia de F. Nietzsche
25 - Dia da Democracia
29 – Dia do Livro – Ou seria esse o dia de esquecer um livro com uma bela dedicatória!?!?
31 – Beltane & Dia das Bruxas
NOVEMBRO
01 – Dia Internacional da Cannabis
02 - Dia dos Mortos – Se a morte ainda não é uma festa, o que está faltando?
05 - Dia do Guy Fawkes
05 - Dia da Cultura
22 - Dia da Música
DEZEMBRO
10 - Dia do Palhaço
16 - Dia do Teatro Amador
22 - Solstício de Verão
31 – Dia de Austin Osman Spare
->:::<-
A versão abaixo já é uma revisão das primeiras datas sugeridas. Mais sugestões para datas e dias, envie via e-mail ou nas comunidades do orkut "Terrorismo Poético" by Driely e "Anno Caos 2007".
JANEIRO
01 - Dia da Confraternização Universal
07 - Dia da Liberdade de Cultos – Propague uma religião que não existe.
08 - Dia da Fotografia
30 - Dia da Saudade – Escreva para alguém que não conheça e fale sobre sua saudade dele/a ou organizar manifestações de ausência.
31 - Dia Mundial do Mágico
31 - Candlemas
FEVEREIRO
01 - Lamas
06 - Honras a Afrodite, Deusa do Amor – Energize o pensamento de paixão e luxúria.
14 - Dia Internacional dos Namorados
16 - Dia de Faunos, Honras a Pãn
17 – Dia de Kali
24 – Dia do Deus Shiva
26 – Festa da Carne - É carnaval! Faça o que queres, essa é a lei!
MARÇO
08 - Dia Internacional da Mulher – Distribuir panfletos com poemas ou um manifesto pelo Matriarcado.
14 - Dia da Poesia – Cada um faz sua poesia, seja ela qual for, e torne público.
20 – Mabon
21 - Dia Mundial da Infância - Dia de soltar o infant-terrible dentro de nós, aprontemos o sete!
22 – Ostara
27 - Dia Mundial do Teatro
27 - Dia do Circo
27 - Dia dos Homens – Propagar o luto universal pelas cagadas dos homens, macacos e símios em geral.
ABRIL
01 - Dia da mentira – Dia Nacional dos trotes, escolha os alvos e ataque! Propague uma grande mentira!
03 - Dia Internacional do Beijo – Então é isso, você já tem um boa desculpa! Beije todas/os, beije muito!
15 - Dia Mundial do Desenhista
15 - Dia da Terra
18 - Dia do Amigo – Mantenha os velhos, e faça pelo menos um novo amigo!
19 - Dia do Índio – Soltar um panfleto reivindicando a devolução das terras aos índios, assine como um.
20 - Dia do Disco
20 – Aniversário de Bartholomeu Simpson
22 - Descobrimento do Brasil (1500) – Critica ou comemoração, você decide!
22 - Dia de Gaia
23 - Dia Mundial do Livro – Esse é o dia de esquecer um livro com uma bela dedicatória.
MAIO
01 - Dia Mundial Anti-Trabalho - Divulgue esse manifesto.
01 – Dia das Bruxas no hemisfério sul – Organize uma festinha, chame os amigos e solte as bruxas!
03 - Dia do Sol
05- Dia das Conspirações
07 - Dia do Silêncio – O Silêncio, a mais imediata das utopias
08 – Dia do Genki-Dama
08 - Dia do Artista Plástico
09 - Morte de Ulrike Meinhof
18 - Dia Internacional dos Museus – Ah! Vai! Visite um museu!
23 – Dia de Éris, a Deusa da Discórdia – Não coma cachorro quente, solte foguetes, provoque uma briga...
28 - Dia do Educador
JUNHO
05 - Dia Mundial do Meio Ambiente
07 - Dia da Liberdade de Imprensa – Provoque um jornal a publicar algo non-sense nesse dia.
06 – Dia de Satan – Blasfêmias, Senhoras e Senhores, blasfêmias! Vamos organizar um abaixo assinado para instituir um satã na pedra da gávea.
12 - Dia dos Namorados
21 - Dia do Intelectual
21 - Solstício de Inverno
23 - Noite das Feiticeiras
JULHO
05 – Fim do Mundo para a Igreja dos Subgenius
10 - Dia da Pizza
13 - Dia Mundial do Rock – That’s Roch n’ Roll baby!!!
14 - Dia da Liberdade de Pensamento
19 - Dia Nacional do Futebol
20 – Dia do Pulo – Hoaxxxxxxx! Convença alguém a pular novamente!
25 - Dia do Escritor
31 - Dia do Orgasmo – Bom! Aí você decide como, quantos, com quem e onde... Mas como é uma data em especial, inove!
AGOSTO
01 – Imbolc
08 - Dia de Von Darsê
11 - Dia do Estudante
12 - Dia Nacional das Artes
15 - Dia da Pornografia, Festa do Prazer
24 - Dia do Artista
SETEMBRO
07 - Dia da Independência (1822) – Fazer uma grande piada pra esse país que não é sério mesmo!
11 - Dia do Terrorismo Poético – Aì o bicho tem que pegar pô! Use a imaginação, chame os chegados, não perdoe muros, aja!!!
21 - Dia da Árvore - Abrace uma árvore em público, declare seu amor (ou ódio) por elas.
22 - Dia da Banana
22 - Dia do Amante
23 - Equinócio da Primavera
OUTUBRO
04 - Dia da Natureza
04 - Dia Internacional do Poeta
04 - Dia Mundial dos Animais – Aquela da fita do matadouro tocando em rodízios ainda tá de pé?!?
12 – Dia de Aleister Crowley - Vá a uma Igreja e mande rezar uma missa de nascimento e vamos ver se os caras caem!
07 - Dia do Compositor Brasileiro
15 - Dia do Professor
15 – Dia de F. Nietzsche
25 - Dia da Democracia
29 – Dia do Livro – Ou seria esse o dia de esquecer um livro com uma bela dedicatória!?!?
31 – Beltane & Dia das Bruxas
NOVEMBRO
01 – Dia Internacional da Cannabis
02 - Dia dos Mortos – Se a morte ainda não é uma festa, o que está faltando?
05 - Dia do Guy Fawkes
05 - Dia da Cultura
22 - Dia da Música
DEZEMBRO
10 - Dia do Palhaço
16 - Dia do Teatro Amador
22 - Solstício de Verão
31 – Dia de Austin Osman Spare
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27.12.06
Anno Caos 2007 (Agenda TP)
Gostariamos de contar com ajuda de todos vocês para elaborarmos juntos uma espécie de "Calendário do Caos", com datas significativas (ou não) para todos os Terroristas Poéticos e Erisianos.
Esse calendário servirá para já termos previamente organizados umas atividades e ir disseminando uma certa "cultura Erisiana".
As datas servirão para relembrar acontecimentos significantes e impulsionar o TPista a realizar atividades em conjunto, de âmbito até nacionais.
(Individualmente pode-se acrescentar datas de significância regionais e até pessoais, por que não!? Afinal, essa é a agenda do caos!!!)
Sugestões - Agenda TP 2007 / Ano do Javali
JANEIRO
01 - Dia da Confraternização Universal
01 - Deusa Tripla - Europa, Wicca; Deus Janus – Roma
01 - Dia Mundial da Paz
06 - Dia de Reis
07 - Dia do Leitor
07 - Dia da Liberdade de Cultos
08 - Dia da Fotografia
30 - Dia da Saudade
31 - Dia da Solidariedade
31 - Dia Mundial do Mágico
31 - Candlemas
FEVEREIRO
01 - Lughnasadh
06 - Honras a Afrodite, Deusa do Amor
14 - Dia Internacional do Amor (Valentine's day)
16 - Dia de Faunos, Honras a Pãn
17 – Dia de Kali
24 – Shivaratri, Vigília ao Deus Shiva
26 – Festa da Carne
MARÇO
01 - Dia do Turismo Ecológico
02 - Dia do Turismo
08 - Dia Internacional da Mulher
14 - Dia da Poesia
20 – Mabon
21 - Dia Mundial da Infância
21 - Dia Internacional da Floresta
22 - Ostara
23 - Dia da Juventude
27 - Dia Mundial do Teatro
27 - Dia do Circo
27 - Liber Pater- Dia dos Homens
ABRIL
01 - Dia do Humanismo
01 - Dia da mentira
02 - Dia Internacional do Livro Infantil
07 - Dia Mundial da Saúde
13 - Dia dos Jovens 1
13 - Dia Internacional do Beijo
15 - Dia Mundial do desenhista
15 - Dia da Terra
16 - Dia da Voz
18 - Dia do Livro Infantil
18 - Dia do Amigo
19 - Dia do Índio
20 - Dia do Disco
20 – Aniversário de Bartholomeu Simpson
22 - Descobrimento do Brasil (1500)
22 - Dia do Planeta Terra - Gaia
23 - Dia Mundial do Livro
29 - Dia Internacional da Dança
29 – Dia da Árvore
30 - Dia da Mulher
MAIO
01 - Dia Mundial do Trabalho
01 – Sabbat de Beltaine (Hemisfério Norte)
01 - Samhaim
03 - Dia do Sol
05 - Dia da Comunidade
05 - Dia das Comunicações
07 - Dia do Silêncio
08 – Dia do Genki-Dama
08 - Dia do Artista Plástico
09 - Morte de Ulrike Meinhof
17 - Dia Internacional das Telecomunicações
18 - Dia Internacional dos Museus
27 - Dia Mundial dos Meios de Comunicação
28 - Dia do Educador
JUNHO
05 - Dia Mundial do Meio Ambiente
07 - Dia da Liberdade de Imprensa
06 – Dia de Satan
12 - Dia dos Namorados
12 - Dia do Correio Aéreo Nacional
13 - Dia do Turista
19 - Dia do Nacional do Cinema
21 - Dia do Intelectual
21 - Solsticio de Inverno
23 - Noite das Feiticeiras
27 - Dia dos Artistas Líricos
JULHO
05 – Fim do Mundo para a Igreja dos Subgenius
10 - Dia da Pizza em SP
13 - Dia Mundial do Rock
14 - Dia da Liberdade de Pensamento
15 - Dia Internacional do Homem
17 - Dia de Proteção das Florestas
19 - Dia Nacional do Futebol
20 - Dia Internacional da Amizade
20 – Dia do Pulo
25 - Dia do Escritor
31 - Dia do Orgasmo
AGOSTO
01 - Imbolc
11 - Dia do Estudante
12 - Dia Nacional das Artes
14 - Dia do Artista Plástico
15 - Dia dos Solteiros
19 - Dia do Artista de Teatro
20 - Dia do Vizinho
24 - Dia do Artista
SETEMBRO
07 - Dia da Independência (1822)
11 - Dia do Terrorismo Poético
21 - Dia da Árvore
22 - Dia da Banana
22 - Dia do Amante
23 - Equinócio da Primavera
27 - Dia Mundial do Turismo
OUTUBRO
04 - Dia da Natureza
04 - Dia Internacional do Poeta
04 - Dia Mundial dos Animais
05 - Dia Internacional dos Professores
12 – Dia de Aleister Crowley
07 - Dia do Compositor Brasileiro
15 - Dia do Professor
15 – Dia de F. Nietzsche
25 - Dia da Democracia
29 - Dia do Livro
31 - Dia das Bruxas
NOVEMBRO
01 – Dia Internacional da Cannabis
01 - Beltane
02 - Dia dos Mortos
05 - Dia da Cultura
05 - Dia do Cinema Brasileiro
22 - Dia da Música
DEZEMBRO
10 - Dia do Palhaço
16 - Dia do Teatro Amador
22 - Solstício de Verão
25 – Sol Invictus
Ainda sugerimos colocarmos mais umas datas, mas teremos que discutir o dia exato de colocá-las.
São:
-Dia de Éris
-Dia de Hakim Bey
-Dia Nacional da Discórdia
-Dia da Pornografia
-Dia das Conspirações
Interessados comparecer aqui e/ou aqui
->:::<-
Gostariamos de contar com ajuda de todos vocês para elaborarmos juntos uma espécie de "Calendário do Caos", com datas significativas (ou não) para todos os Terroristas Poéticos e Erisianos.
Esse calendário servirá para já termos previamente organizados umas atividades e ir disseminando uma certa "cultura Erisiana".
As datas servirão para relembrar acontecimentos significantes e impulsionar o TPista a realizar atividades em conjunto, de âmbito até nacionais.
(Individualmente pode-se acrescentar datas de significância regionais e até pessoais, por que não!? Afinal, essa é a agenda do caos!!!)
Sugestões - Agenda TP 2007 / Ano do Javali
JANEIRO
01 - Dia da Confraternização Universal
01 - Deusa Tripla - Europa, Wicca; Deus Janus – Roma
01 - Dia Mundial da Paz
06 - Dia de Reis
07 - Dia do Leitor
07 - Dia da Liberdade de Cultos
08 - Dia da Fotografia
30 - Dia da Saudade
31 - Dia da Solidariedade
31 - Dia Mundial do Mágico
31 - Candlemas
FEVEREIRO
01 - Lughnasadh
06 - Honras a Afrodite, Deusa do Amor
14 - Dia Internacional do Amor (Valentine's day)
16 - Dia de Faunos, Honras a Pãn
17 – Dia de Kali
24 – Shivaratri, Vigília ao Deus Shiva
26 – Festa da Carne
MARÇO
01 - Dia do Turismo Ecológico
02 - Dia do Turismo
08 - Dia Internacional da Mulher
14 - Dia da Poesia
20 – Mabon
21 - Dia Mundial da Infância
21 - Dia Internacional da Floresta
22 - Ostara
23 - Dia da Juventude
27 - Dia Mundial do Teatro
27 - Dia do Circo
27 - Liber Pater- Dia dos Homens
ABRIL
01 - Dia do Humanismo
01 - Dia da mentira
02 - Dia Internacional do Livro Infantil
07 - Dia Mundial da Saúde
13 - Dia dos Jovens 1
13 - Dia Internacional do Beijo
15 - Dia Mundial do desenhista
15 - Dia da Terra
16 - Dia da Voz
18 - Dia do Livro Infantil
18 - Dia do Amigo
19 - Dia do Índio
20 - Dia do Disco
20 – Aniversário de Bartholomeu Simpson
22 - Descobrimento do Brasil (1500)
22 - Dia do Planeta Terra - Gaia
23 - Dia Mundial do Livro
29 - Dia Internacional da Dança
29 – Dia da Árvore
30 - Dia da Mulher
MAIO
01 - Dia Mundial do Trabalho
01 – Sabbat de Beltaine (Hemisfério Norte)
01 - Samhaim
03 - Dia do Sol
05 - Dia da Comunidade
05 - Dia das Comunicações
07 - Dia do Silêncio
08 – Dia do Genki-Dama
08 - Dia do Artista Plástico
09 - Morte de Ulrike Meinhof
17 - Dia Internacional das Telecomunicações
18 - Dia Internacional dos Museus
27 - Dia Mundial dos Meios de Comunicação
28 - Dia do Educador
JUNHO
05 - Dia Mundial do Meio Ambiente
07 - Dia da Liberdade de Imprensa
06 – Dia de Satan
12 - Dia dos Namorados
12 - Dia do Correio Aéreo Nacional
13 - Dia do Turista
19 - Dia do Nacional do Cinema
21 - Dia do Intelectual
21 - Solsticio de Inverno
23 - Noite das Feiticeiras
27 - Dia dos Artistas Líricos
JULHO
05 – Fim do Mundo para a Igreja dos Subgenius
10 - Dia da Pizza em SP
13 - Dia Mundial do Rock
14 - Dia da Liberdade de Pensamento
15 - Dia Internacional do Homem
17 - Dia de Proteção das Florestas
19 - Dia Nacional do Futebol
20 - Dia Internacional da Amizade
20 – Dia do Pulo
25 - Dia do Escritor
31 - Dia do Orgasmo
AGOSTO
01 - Imbolc
11 - Dia do Estudante
12 - Dia Nacional das Artes
14 - Dia do Artista Plástico
15 - Dia dos Solteiros
19 - Dia do Artista de Teatro
20 - Dia do Vizinho
24 - Dia do Artista
SETEMBRO
07 - Dia da Independência (1822)
11 - Dia do Terrorismo Poético
21 - Dia da Árvore
22 - Dia da Banana
22 - Dia do Amante
23 - Equinócio da Primavera
27 - Dia Mundial do Turismo
OUTUBRO
04 - Dia da Natureza
04 - Dia Internacional do Poeta
04 - Dia Mundial dos Animais
05 - Dia Internacional dos Professores
12 – Dia de Aleister Crowley
07 - Dia do Compositor Brasileiro
15 - Dia do Professor
15 – Dia de F. Nietzsche
25 - Dia da Democracia
29 - Dia do Livro
31 - Dia das Bruxas
NOVEMBRO
01 – Dia Internacional da Cannabis
01 - Beltane
02 - Dia dos Mortos
05 - Dia da Cultura
05 - Dia do Cinema Brasileiro
22 - Dia da Música
DEZEMBRO
10 - Dia do Palhaço
16 - Dia do Teatro Amador
22 - Solstício de Verão
25 – Sol Invictus
Ainda sugerimos colocarmos mais umas datas, mas teremos que discutir o dia exato de colocá-las.
São:
-Dia de Éris
-Dia de Hakim Bey
-Dia Nacional da Discórdia
-Dia da Pornografia
-Dia das Conspirações
Interessados comparecer aqui e/ou aqui
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Marcadores:
anno caos 2007,
operação: mindfuck
7.12.06
13.11.06
Discordia Brasilis - O Recrutamento
Discordia Brasilis - O Livro:
Discordianos do Brasil!
Está iniciado o projeto do livro Discordia Brasilis, um livro discordiano feito em conjunto. Este livro coletivo será o primeiro de muitos. Discordianos, contribuam com o que quiserem: textos, desenhos, fotos, dinheiro, sexo, trabalho escravo, etc...
Seja como for, como quer que seja, não sem antes um cachorro quente, entretanto...
Discordia Brasilis - O Zine:
Colocaremos neste zine tudo o que pode ir para o Discordia Brasilis para assim experimentar.
Colaborações (idéias, textos, demais contribuições) através do e-mail discordianismo@gmail.com e na comunidade Sabedoria Insana
Salve Éris!
->:::<-
technorati: discordianismo, fnord, erisianismo, nonsense, mindfuck, surrealismo
Discordia Brasilis - O Livro:
Discordianos do Brasil!
Está iniciado o projeto do livro Discordia Brasilis, um livro discordiano feito em conjunto. Este livro coletivo será o primeiro de muitos. Discordianos, contribuam com o que quiserem: textos, desenhos, fotos, dinheiro, sexo, trabalho escravo, etc...
Seja como for, como quer que seja, não sem antes um cachorro quente, entretanto...
Discordia Brasilis - O Zine:
Colocaremos neste zine tudo o que pode ir para o Discordia Brasilis para assim experimentar.
Colaborações (idéias, textos, demais contribuições) através do e-mail discordianismo@gmail.com e na comunidade Sabedoria Insana
Salve Éris!
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fnord,
operação: mindfuck
16.10.06
A Frente de Libertação dos Anões de Jardim ataca novamente
Pois agora, preocupada com o futuro dos seres diminutos, a FLNJ resolveu ir mais longe em sua luta. Não contente em apenas libertar os anões de jardim, ela agora quer que eles sejam mandados para escola para aprenderem a viver em sociedade.
No dia da volta às aulas após o feriado escolar, a FLNJ praticou sua mais ousada ação até hoje. Uma célula do grupo libertou 86 anões de jardim e os levou para o pátio de uma escola pública em Limoges, no interior da França, para que, educados, eles tenham direito a um futuro melhor e esqueçam o sofrimento do passado.
Quem são eles?
Desde 1997, a Frente de Libertação dos Anões de Jardim ganhou notoriedade na França, tendo raptado (ou libertado, como afirmam) mais de 6.000 gnomos.
O destino final que dão à maioria dos bonecos é desconhecido. Certa vez, 11 deles foram encontrados enforcados sob uma ponte.
Ao lado dos anões de jardim pendurados pelo pescoço havia uma recado: “quando vocês lerem essas palavras, já não seremos mais parte de seu mundo egoísta no qual servimos apenas como peça decorativa”.
No caso de roubo coletivo de Sant-Die-des-Vosges, o final foi mais feliz.
Um padre encontrou os anões em formação, como se estivessem indo à missa.
A maior parte dos bonecos recuperados continua aguardando seus donos buscá-los num armário empoeirado da delegacia de polícia.
Um dos motes da polícia de Sant-Die-des-Vosges neste final de ano é: por favor, encontre uma casa para um gnomo neste Natal e Ano Novo.
São a célula discordiana que mais inspira devotos de Éris espalhados pelo mundo a fim de exercerem a nossa jihad, a nossa guerra de fé,conhecida por nós como Operação:Mindfuck.
fonte: 1001gatos.org
Pois agora, preocupada com o futuro dos seres diminutos, a FLNJ resolveu ir mais longe em sua luta. Não contente em apenas libertar os anões de jardim, ela agora quer que eles sejam mandados para escola para aprenderem a viver em sociedade.
No dia da volta às aulas após o feriado escolar, a FLNJ praticou sua mais ousada ação até hoje. Uma célula do grupo libertou 86 anões de jardim e os levou para o pátio de uma escola pública em Limoges, no interior da França, para que, educados, eles tenham direito a um futuro melhor e esqueçam o sofrimento do passado.
Quem são eles?
Desde 1997, a Frente de Libertação dos Anões de Jardim ganhou notoriedade na França, tendo raptado (ou libertado, como afirmam) mais de 6.000 gnomos.
O destino final que dão à maioria dos bonecos é desconhecido. Certa vez, 11 deles foram encontrados enforcados sob uma ponte.
Ao lado dos anões de jardim pendurados pelo pescoço havia uma recado: “quando vocês lerem essas palavras, já não seremos mais parte de seu mundo egoísta no qual servimos apenas como peça decorativa”.
No caso de roubo coletivo de Sant-Die-des-Vosges, o final foi mais feliz.
Um padre encontrou os anões em formação, como se estivessem indo à missa.
A maior parte dos bonecos recuperados continua aguardando seus donos buscá-los num armário empoeirado da delegacia de polícia.
Um dos motes da polícia de Sant-Die-des-Vosges neste final de ano é: por favor, encontre uma casa para um gnomo neste Natal e Ano Novo.
São a célula discordiana que mais inspira devotos de Éris espalhados pelo mundo a fim de exercerem a nossa jihad, a nossa guerra de fé,conhecida por nós como Operação:Mindfuck.
fonte: 1001gatos.org
24.8.06
Delírio Coletivo
E fez-se a luz!
Ou não.
Período Nonsense
Ao longo da história, a maioria dos movimentos literários e artísticos contradiziam o movimento anterior. O Renascimento foi contra tudo o que a Era Medieval disse, o Realismo negava os fundamentos do Romantismo e assim por diante.
Já o movimento Nonsense resolveu que não gostaria de contradizer o movimento anterior, no caso, o Modernismo e a Pop Art, o Nonsense quis negar absolutamente tudo ou não negar absolutamente nada.
Sob a máxima "Pra que fazer sentido!?", esse movimento cria uma contradição de tudo e dele mesmo, com raízes em todos os estilos literários e tendo por característica a abolição da linguagem figurada, nada mais era figurativo, tudo era real, e o que era real não existia, ou existia, ou o que quer que o leitor prefira.
O que aconteceu foi que no fim do século XX e começo do século XXI, com o fim da Guerra Fria, a ascensão dos EUA como maior força política e econômica do mundo, detendo um poder quase imperialista e com a estagnação de todo e qualquer movimento revolucionário, o mundo conheceu um período de conformismo em que qualquer coisa era uma revolução. Andar fantasiado, por exemplo, ou simplesmente usar um nariz de palhaço pela rua, já causava um grande choque por quebrar a monotonia cotidiana. O movimento DC, autor da obra Sofia, foi um dos primeiro a notar isso e adotar a idéia do Nonsense.
Da idéia para a prática foi um pulo. Embora no começo, apenas algumas pessoas tivessem adotado essa "revolução", assim como em qualquer outra já ocorrida, o clima e as idéias sem sentido foram tomando proporções mundiais e o mundo conheceu uma época maravilhosa, onde a espontaneidade e a imaginação tomaram conta de todos e tudo passou a ser fantástico e irreal. Chegou até a haver um certa desaceleração nas pesquisas cientificas, afinal não importava mais provar que pode-se dividir uma célula infinitamente.
Antes desse movimento, as pessoas buscavam uma explicação científica para tudo, mas depois ninguém mais queria a explicação lógica e inteligente. Todos perceberam que a fantasia era bem melhor, que cada um poderia formular sua própria teoria para qualquer coisa, todas as lendas sobre os "porquês" voltaram à tona e todos os povos buscavam as raízes de suas culturas para saber algo, quando não encontravam, criavam uma nova cultura.
Em meados da década de 10 do século XXI, o mundo já não fazia sentido algum. Viam-se pessoas fantasiadas, nas ruas, nos supermercados e até nos escritórios você encontrava pessoas vestidas de Pantera Cor-de-Rosa ou Smurffle.
As casas tinham pinturas psicodélicas e, às vezes, achavam-se florzinhas desenhadas no meio da rua.
Com a população nesse incrível estado de espírito, era natural que as artes também seguissem esse caminho.
Leis Absolutas do Delírio Coletivo
1ª Lei Absoluta
PATAFÍSICA- Tudo é decidido pela imaginação e não pela razão.
2ª Lei Não Absoluta
Não encher as caras aos domingos.
Quem quer fazer sentido?
A realidade é relativa;
A Fantasia é bem melhor;
Arte, Poesia e Loucura.
3ª Lei Absoluta
Usar LSD.
4ª Lei Absoluta
Enlouquecer a Política.
5ª Lei Absoluta
Nenhum tipo de censura.
Mandar as preposições e a gramática pro inferno!
6ª Lei Absoluta
O que fazer em casos de incêndio?
Deixe queimar!
7ª Lei Absoluta
Jogar uma garrafa de conhaque no Delírio Coletivo
8ª Lei Absoluta
DELIRAR.
9ª Lei Absoluta
Assassinar a monotonia causada pela razão.
E fez-se a luz!
Ou não.
Período Nonsense
Ao longo da história, a maioria dos movimentos literários e artísticos contradiziam o movimento anterior. O Renascimento foi contra tudo o que a Era Medieval disse, o Realismo negava os fundamentos do Romantismo e assim por diante.
Já o movimento Nonsense resolveu que não gostaria de contradizer o movimento anterior, no caso, o Modernismo e a Pop Art, o Nonsense quis negar absolutamente tudo ou não negar absolutamente nada.
Sob a máxima "Pra que fazer sentido!?", esse movimento cria uma contradição de tudo e dele mesmo, com raízes em todos os estilos literários e tendo por característica a abolição da linguagem figurada, nada mais era figurativo, tudo era real, e o que era real não existia, ou existia, ou o que quer que o leitor prefira.
O que aconteceu foi que no fim do século XX e começo do século XXI, com o fim da Guerra Fria, a ascensão dos EUA como maior força política e econômica do mundo, detendo um poder quase imperialista e com a estagnação de todo e qualquer movimento revolucionário, o mundo conheceu um período de conformismo em que qualquer coisa era uma revolução. Andar fantasiado, por exemplo, ou simplesmente usar um nariz de palhaço pela rua, já causava um grande choque por quebrar a monotonia cotidiana. O movimento DC, autor da obra Sofia, foi um dos primeiro a notar isso e adotar a idéia do Nonsense.
Da idéia para a prática foi um pulo. Embora no começo, apenas algumas pessoas tivessem adotado essa "revolução", assim como em qualquer outra já ocorrida, o clima e as idéias sem sentido foram tomando proporções mundiais e o mundo conheceu uma época maravilhosa, onde a espontaneidade e a imaginação tomaram conta de todos e tudo passou a ser fantástico e irreal. Chegou até a haver um certa desaceleração nas pesquisas cientificas, afinal não importava mais provar que pode-se dividir uma célula infinitamente.
Antes desse movimento, as pessoas buscavam uma explicação científica para tudo, mas depois ninguém mais queria a explicação lógica e inteligente. Todos perceberam que a fantasia era bem melhor, que cada um poderia formular sua própria teoria para qualquer coisa, todas as lendas sobre os "porquês" voltaram à tona e todos os povos buscavam as raízes de suas culturas para saber algo, quando não encontravam, criavam uma nova cultura.
Em meados da década de 10 do século XXI, o mundo já não fazia sentido algum. Viam-se pessoas fantasiadas, nas ruas, nos supermercados e até nos escritórios você encontrava pessoas vestidas de Pantera Cor-de-Rosa ou Smurffle.
As casas tinham pinturas psicodélicas e, às vezes, achavam-se florzinhas desenhadas no meio da rua.
Com a população nesse incrível estado de espírito, era natural que as artes também seguissem esse caminho.
Leis Absolutas do Delírio Coletivo
1ª Lei Absoluta
PATAFÍSICA- Tudo é decidido pela imaginação e não pela razão.
2ª Lei Não Absoluta
Não encher as caras aos domingos.
Quem quer fazer sentido?
A realidade é relativa;
A Fantasia é bem melhor;
Arte, Poesia e Loucura.
3ª Lei Absoluta
Usar LSD.
4ª Lei Absoluta
Enlouquecer a Política.
5ª Lei Absoluta
Nenhum tipo de censura.
Mandar as preposições e a gramática pro inferno!
6ª Lei Absoluta
O que fazer em casos de incêndio?
Deixe queimar!
7ª Lei Absoluta
Jogar uma garrafa de conhaque no Delírio Coletivo
8ª Lei Absoluta
DELIRAR.
9ª Lei Absoluta
Assassinar a monotonia causada pela razão.
21.8.06
Lusus serius: Os manifestos Rosacruzes e a 'piada séria'
por Mike Jay
A publicação anônima dos três Manifestos Rosacruzes na Alemanha entre 1614 e 1616 foi e ainda permanece um do furores políticos mais explosivos jamais
inspirados por um corpo de escritos esotéricos. Sua conclamação pela "Reforma Universal e Geral de Todo o Grande Mundo" ao redor da compreensão hermética
do homem como um microcosmo da Natureza foi recebida com uma furiosa caça às bruxas por toda a Europa setentrional e promessas de morte e imolação a
qualquer membro da elusiva "Fraternidade Invisível".
Os manifestos originais foram aceitos quase que imediatamente por torrentes de panfletários, sociedades e contra-sociedades secretas, tanto protestantes quanto
católicas, agentes provocadores, Fraternidades 'falsas' e espiões. Quando o furor passou, estava claro que não havia nenhum consenso sobre o que os manifestos
realmente eram. Alguns acreditavam que eram revelações inspiradas divinamente; outros (incluindo aqueles mais proximamente associados com eles) os
descartaram como um ludíbrio, ou 'um pouco de diversão'; outros os consideraram como uma fraude, ou um ato de dano político deliberado - ou Pactos Horríveis
Feitos Entre o Diabo e os Pretensos Invisíveis, como um folheto de Paris definiu.
Enquanto as sementes jogadas pelos Manifestos originais se espalhavam, estas divisões aumentaram ao invés de diminuir. Hoje, Christian Rosenkreuz, o fundador
mítico da Fraternidade, é aceito como uma figura inspirada divinamente por muitos grupos esotéricos, inclusive os seguidores de Rudolph Steiner e a maioria dos
Rosacruzes assumidos; para a maioria dos estudiosos históricos, os manifestos são uma 'fraude' e o furor um caso de histeria de massa paranóide.
Está bastante claro que os autores anônimos (embora não completamente misteriosos) dos Manifestos consideravam ambas visões mal-direcionadas. Há evidência
para isto tanto nos próprios manifestos quanto nos escritos subseqüentes das partes envolvidas. Johann Valentin Andreae, o pastor suábio pietista intimamente
associado com os manifestos (certamente com o final, 'As Bodas Químicas de Christian Rosenkreuz'), foi bastante específico: "Em vão você espera pela vinda da
Fraternidade - a comédia está em um fim".
Mas "a fictícia fraternidade Rosacruz", como ele a chama, era obviamente mais que o ludíbrio que ele pretende. Os manifestos são trabalhos consideráveis, e
obviamente sérios em intenção - até mesmo se não literalmente verdadeiros. Parece provável que Andreae estava exasperado em descartá-los como uma piada
pelo fundamentalismo literal que estava crescendo ao redor deles, o qual ele estava a esta altura impotente para deter. Talvez uma descrição melhor dos manifestos
poderia ser a usada como título por outro apologista Rosacruz, Michael Maier - o Lusus Serius, ou 'piada séria'.
Não é difícil entender a frustração de Andreae com a inabilidade do público de permitir que as ambigüidades dos Manifestos permanecessem, ou aceitar que eles
deveriam ser lidos em mais de um nível. Não é como se, ao vestir sua mensagem em termos fictícios, os autores dos Manifestos estivessem fazendo qualquer coisa
radicalmente nova. O lusus serius já era uma forma estabelecida, com raízes em algumas das escrituras espirituais mais antigas, e continuou evoluindo em formas
contemporâneas que podemos reconhecer hoje.
Os Manifestos de fato oferecem um ponto de partida excelente tanto para uma análise dos efeitos que podem ser alcançados pelo lusus serius quanto às técnicas
que podem ser usadas para alcançá-lo. Eles são trabalhos excitantes, tantalizantes e inspiradores, alcançando o delicado equilíbrio de revelação e encobrimento que
tornaram o furor possível. Além disso eles alcançam a mistura de mensagem revelatória com ficção imaginativa de dois modos muito diferentes. O 'Fama
Fraternitatis', como o primeiro manifesto é conhecido, usa a forma de uma proclamação política para apresentar uma ficção como verdade; o manifesto final, as
'Bodas Químicas de Christian Rosenkreuz', usa a forma de uma narrativa alegórica para apresentar verdade como ficção.
O Fama é estilizado como um anúncio oficial, mas é uma chamada para que se unam à causa da Fraternidade que é 'invisível'. Este é um convite para uma reunião
sem hora ou lugar. Ao invés, explica como a Fraternidade passou a ser. Esta é a história de um sábio chamado Christian Rosenkreuz que morreu há 120 anos, mas
cuja câmara mortuária - e assim seu conhecimento e legado secreto - foi redescoberta recentemente.
A história de Christian Rosenkreuz é uma união de pontos das influências que se esperava que aqueles atraídos pela chamada considerassem muito. Os encontros
dele com os sábios de Damasco, Egito, Fez e Espanha falam da influência da magia, alquimia e kaballah; Paracelso é mencionado como alguém que tem feito algo
similar. Similarmente, a descrição da Fraternidade apresenta um ideal de estudo, cura dos doentes, ignorando "a descrente e amaldiçoada fabricação de ouro, que
passou tanto dos limites", e trabalhando discretamente para a mudança nos corações dos homens.
Estas duas criações, Christian Rosenkreuz e a Fraternidade, provaram ter uma longevidade que um trato mais prosaico nunca poderia ter alcançado - uma
longevidade que rapidamente tomou vida própria. Dentro de algumas gerações a maioria dos seguidores do ideal Rosacruz foram instados a acreditar na verdade
literal destas histórias; até que na época em que Shelley escreveu seu romance juvenil 'O Rosacruz', a imagem da Fraternidade Invisível de adeptos fazedores de
ouro era uma característica livre na consciência popular, sua fonte há muito esquecida: Shelley não mostra nenhum sinal de saber que os Manifestos sequer
existiram.
Mas esta 'literalização' dos Manifestos pelo público, e sua condenação como mentiras malignas pelas autoridades, pode ter vindo como uma surpresa aos seus
autores devido à tradição na qual eles estavam escrevendo. Muitos dos trabalhos que mais os inspiraram eram 'arcaizados', i.e. apresentados em uma forma que
sugeria que eram mais antigos do que de fato eram. Isto não era considerado uma 'fraude' - somente um modo elegante de dar ênfase às raízes e tradição da
escrita.
O exemplo mais famoso disto era, é claro, o 'Corpus Hermeticum', o corpo neo-platônico de diálogos mágicos e cosmológicos que eram, muito ironicamente,
tomados literalmente em suas alegações de terem sido passados de Hermes Trismegistus, o sábio legendário de tempos pré-clássicos. Era esta crença de que o
'Corpus' tinha centenas de anos de idade que foi realmente responsável pelo crescimento do movimento Hermético do tempo em que os diálogos foram traduzidos
primeiro por Ficino em 1463, e também pelo minguar dramático de interesse no mesmo movimento depois que eles foram corretamente datados por Isaac
Casaubon em 1614. Uma vez que esta descoberta se tornou amplamente conhecida, só os apologistas herméticos mais teimosos como Fludd e Kircher
continuaram a alegar sua verdade literal. Mas, como os próprios Manifestos deixam claro, a tradição hermética mal deveria se sustentar ou se abalar pela
apresentação arcaizada dos textos.
Tal arcaísmo era difundido no período helenístico onde revivificações (ou reinvenções) das religiões antigas era comuns. Muitos dos apocalipses judeus proféticos
escritos na época mostraram a mesma tendência arcaizadora: 'Jubileus', por exemplo, foi atribuído a Moisés, '1 Enoque' a um patriarca do alvorecer do tempo. Esta
técnica era, é claro, eminentemente adequada à profecia: o autor poderia revelar uma série de detalhes surpreendentemente precisos sobre o suposto futuro, o que
conferiria maior autoridade à revelação que se seguia.
Seria pouco generoso e perverso chamar este método de apresentação uma 'fraude' ou mentira: os autores podem acreditar na verdade literal do próprio arcaísmo
(hoje em dia chamado 'canalização'), ou podem estar apresentando sua revelação como alegoria e oferecendo a fonte arcaica como uma chave para decodificá-la.
Ou, novamente, eles podem estar usando o recurso para fins literários.
Há muitos exemplos mais próximos a nosso próprio tempo de todas estas abordagens, muitos dos quais tiveram sucesso em impulsionar o início de grandes
movimentos espirituais. 'Estrofes de Dzya' de H P Blavatsky, por exemplo, às quais seus livros 'Ísis Revelada' e 'A Doutrina Secreta' formam um comentário
estendido, são alegadas como fragmentos do "livro mais antigo do mundo", apresentado a ela em folhas de palmeira não-perecíveis pelos seus Mestres Invisíveis
Tibetanos. Na ausência de qualquer evidência corroboradora, a maioria dos não-teósofos é relutante em aceitar a verdade literal disto, embora Blavatsky tenha
negado veementemente o argumento de ludíbrio. Como seu contemporâneo Joseph Smith, cujo 'Livro Mórmon' se materializou de um modo semelhante, as queixas
de céticos tiveram pouco efeito no movimento resultante. (Mas uma vez que a 'Doação de Constantino', o documento que confere autoridade divina ao Papa, é
reconhecida hoje como sendo uma falsificação do século IX, temos que considerar realisticamente a autenticidade de revelação doutrinal como um luxo ao invés de
uma necessidade).
Um feito semelhante foi concretizado ao contrário pelo escritor de horror H P Lovecraft, que evoluiu seu antigo livro de sabedoria proibida, o 'Necronomicon', no
curso de desenvolver o suporte cósmico de seus os contos do 'Mito de Cthulhu'. Ele desfrutou do processo de aderná-lo o bastante para produzir uma publicação
e história de tradução fictícias, um ludíbrio que, como os Manifestos, passou a desenvolver uma vida própria, com a crença persistente na existência literal do livro e
uma subcultura de magia ritual dedicada a invocar sua prole cósmica. O próprio Lovecraft, que aproveitou toda a oportunidade para declarar seu convicto
materialismo, estaria sem dúvida ou entretido ou assustado por este curso de eventos. Para ele, o 'Necronomicon' era um conceito que concretizava o fascínio de
textos antigos e proibidos, muito como a história de Christian Rosenkreuz no 'Fama' concretizava o ideal do hermético iluminado. Os proponentes da mágica
Lovecraftiana podem, porém, apontar a seus vívidos sonhos como uma fonte de 'canalização inconsciente' do além da parede do sono.
É interessante comparar esta técnica de arcaização com outra variante que se desenvolveu neste século para se tornar um tema familiar de livros contemporâneos: o
documento ficcionalizado recebido não do passado mas do futuro. Isto foi largamente estabelecido por H G Wells em seus primeiros romances como 'A Guerra
dos Mundos' e 'A Máquina de Tempo'; embora o recurso tivesse sido usado antes, tinha sido tipicamente ou uma desculpa para um trato utópico ou uma sátira leve
de tradições contemporâneas. Ao usar isto como um dispositivo para tornar a profecia mais crível, a 'inovação estilística' de Wells pode ser vista em uma linha
direta de descendência do Antigo Testamento e apocalipses judaicos - e, evidentemente, na forma da radiodifusão de Orson Welles produziu o maior lusus serius e
furor subseqüente do século passado. (O próprio Welles depois produziu 'F para Fraude', uma apologia em filme para o lusus serius e a perversidade pós-moderna
em geral).
Talvez o contemporâneo equivalente mais próximo à forma do Fama são os trabalhos da Igreja do SubGenius, os antinômios anônimos surrealistas que propagam
sua mensagem no estilo das chamadas religiosas contemporâneas, as exortações de vendas por correspondência das igrejas evangélicas. Embora sua paródia seja
(esperamos) muito ampla para ser tomada literalmente, eles insistem na seriedade subjacente de sua mensagem: "Bem, se você pensou que esta Igreja era uma
piada, então por Deus você nunca vai entender a GRAÇA!". Mas apesar de várias tentativas louváveis, um furor na escala dos Rosacruzes permanece algo com o
que eles só podem sonhar.
. . .
Se o Fama era parte de uma tradição contínua de ficção vestida como verdade, as 'Bodas Químicas' ocupa uma posição na tradição ainda mais difundida de
verdade sob as vestes de alegoria narrativa. Mas era a combinação dos dois que é talvez sem igual, e era certamente unicamente efetiva. O chamado do 'Fama' era
uma lista de reivindicações e promessas grandiosas que urgentemente clamavam o tipo de substância que as 'Bodas Químicas' fornecia; em troca, a insistência do
Fama na "Reforma Universal e Geral de Todo o Grande Mundo" tornou certo que a alegoria das 'Bodas Químicas' era assiduamente varrida pelo seu significado
oculto.
Estudantes ansiosos de 'Bodas Químicas' foram não só recompensados com uma narrativa que ganhou uma reputação merecida de clássico de literatura esotérica,
mas uma na qual o espírito do lusus serius foi perpetuado. Também antedatado (a 1459), conta a história de sete dias na vida de seu protagonista, que é convidado
a um Casamento Real e faz uma viagem fantástica a um castelo onde um rei morto deve ser magicamente ressuscitado para seu próprio casamento.
O 'Bodas Químicas' está entre os mais agradáveis e facilmente legíveis trabalhos de seu tipo, muito notavelmente assim entre seus vizinhos alemães. As transições
fluidas de realidade para fantasia, através de sonhos, peças-dentro-de-peças e funcionamentos alquímicos, impelem o leitor por uma narrativa vívida e de
movimento rápido onde nada é o que parece. Até mesmo seus protagonistas são permitidos a desfrutar de si mesmos no curso de sua busca espiritual séria: durante
o pivotal "Quarto Dia" eles são todos reunidos para assistir uma peça que tem interlúdios leves ("Primeiro Interlúdio: aqui um leão foi disposto a lutar com um grifo,
e o leão ganhou; o que foi muito bom de assistir").
O 'Bodas Químicas', aproximadamente contemporâneo com o trabalho posterior e mais hermético de Shakespeare, delineia mais ou menos o ponto alto da alegoria
esotérica. Até mesmo mais que o arcaísmo do Fama, a forma alegórica teria sido imediatamente reconhecível a seus leitores contemporâneos. Dentro da tradição
alemã, seguiu discernivelmente de clássicos medievais como 'Parcifal' de von Eschenbach: muito foi feito dos paralelos entre os Cavaleiros do Graal, a Fraternidade
Invisível e o os 'Cavaleiros da Pedra Dourada' do 'Bodas Químicas', e também entre o milagrosamente preservado Titurel e o corpo não consumido de Christian
Rosenkreuz em sua câmara mortuária. Dentro da tradição esotérica mais ampla, sua forma lembra narrativas Sufi como a 'Conferência dos Pássaros' de Farid
ud-Din Attar, ou o clímax do contemporâneo neo-platônico do Corpus Hermeticum, o 'Asno Dourado' de Apuleius.
'Ficção esotérica', como o lusus serius, é algo como uma contradição em termos. Envolve duas coisas diferentes ao mesmo tempo: revelar uma mensagem espiritual
e construir um drama de personagens e ação. Já que ambos têm sua própria dinâmica, é freqüentemente necessário escolher entre eles. Os autores podem usar suas
intenções esotéricas na manga, proclamando a natureza revelatória de seu trabalho abertamente e abandonando a narrativa onde necessário para buscar seu
propósito 'sério'; ou eles podem focalizar suas habilidades em embutir a narrativa imperceptivelmente com o seu subtexto oculto.
Se nós incluímos esta segunda abordagem como 'ficção esotérica', então antes do século XVIII, a maioria dos grandes de Dante a Shakespeare a Milton (e depois
Goethe) entram na categoria; de fato, poderia ser mais simples compilar uma lista de autores que não codificaram sua ficção com um esquema esotérico. Mas da
Ilustração em diante, 'ficção esotérica' se torna distintamente mais marginalizada, emergindo novamente como um gênero popular apenas no século XIX. Neste
movimento vitoriano, porém, o espírito do lusus serius está largamente esquecido, e o toque leve do 'Bodas Químicas' está tradicionalmente perdido. 'Zanoni: Um
Conto Rosacruz' de Bulwer Lytton, por exemplo, permanece impenetrável à maioria dos leitores modernos, sua narrativa paralisada pela tendência de seus
Invisíveis Iluminados de interromper a história para oferecer sermões prolongados e bastante pomposos e também, de certo modo dramaticamente irritante, de
estar sempre certos.
Na vida real, Lytton era um estudioso oculto sensato e perceptivo, mas sua ficção 'esotérica' (por exemplo 'Vril: A Raça Vindoura, O Assombrador e o
Assombrado') continuou sofrendo destes defeitos. Ainda, há exceções honráveis do período, como o inacabado 'Manuscrito de Saragoça' de Jan Potocki, um
trabalho no estilo vivo, irreverente e ritmado do picaresco do século XVIII, que é uma delícia para ler e rememorativo ao 'Bodas Químicas' de modos bastante
específicos para sugerir que Potocki estava familiarizado com ele. O 'Manuscrito de Saragoça' é dividido de forma similar em dias numerados na vida do
protagonista, a maioria dos quais, como o 'Bodas Químicas', inclui tanto incidentes de despertar e um sonho (com trocas delirantemente confusas da realidade entre
estes), e características que um Cabalista à busca uma revelação divina que faz um paralelo com as próprias experiências do protagonista.
Embora o legado do estilo de 'ficção esotérica' de Lytton tenha sobrevivido até o presente, a influência do 'Bodas Químicas' e o lusus serius passou a duas escolas
distintas de literatura contemporânea. Por um lado, as idéias dos Manifestos foram exploradas por literati esotérico que trataram de forma inteligente com
conspiração oculta (e.g. Eco em 'O Pêndulo de Foucault') e as implicações metafísicas do lusus serius (e.g. Borges em 'Orbis Tertius'). Mas estes são trabalhos
sobre os assuntos evidenciados pelos Manifestos, em lugar de seus verdadeiros sucessores. A forma dos manifestos - o trabalho revelatório em roupagem de ficção
- é mais claramente visto em best-sellers como a série Don Juan de Castaneda, 'O Alquimista' de Paulo Coelho e suas seqüências, 'buscas espirituais' como 'A
Profecia Celestina' e a enorme subcultura de narrativas 'canalizadas' de aliens e anjos. Estes compartilham com os Manifestos a pretensão de ser 'mais que ficção',
para não serem lidos apenas pelo seu mérito literário. Podemos sentir que há pouco mérito literário para lê-los, que em contraste, os Manifestos são obras-primas
literárias, e muito mais, mas podemos reconhecer o legado em forma se não em qualidade.
Talvez os escritores contemporâneos mais próximos de ligar estas duas escolas são Robert Shea e Robert Anton Wilson cuja série 'Illuminati!' lida com os assuntos
históricos dos Manifestos enquanto também se apresentam meio-seriamente como 'livros para viver de acordo com' e revelações de sabedoria oculta. Em seu
melhor, eles alcançam o lusus serius em sua forma de contracultura moderna: estes são livros que apenas hippies paranóicos tomarão seriamente, ou é exatamente
isto que Eles querem que você pense?
Claramente, procurar equivalentes modernos precisos dos Manifestos é cair na armadilha de literalismo que sempre foi não entender o essencial. Como Goethe
disse do 'Bodas Químicas', "haverá uma estória para ser contada no momento certo, mas terá que ser renascida - não pode ser desfrutada em sua pele antiga". Nós
não estamos mais na posição dos autores originais de cristãos místicos pietistas tentando uma revolução da igreja e política: isso realmente era um jogo sério, e um
que iria levar a Fraternidade Invisível ao conflito militar efetivo. Mas os Manifestos tiveram sucesso em transmutar sua mensagem de ludíbrio para lenda; e a arma
do lusus serius ainda está lá ser para ser descarregada por qualquer um que possa adaptar sua sensibilidade ao mundo que encontrar ao seu redor.
Fonte: http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/rosacruz.htm
por Mike Jay
A publicação anônima dos três Manifestos Rosacruzes na Alemanha entre 1614 e 1616 foi e ainda permanece um do furores políticos mais explosivos jamais
inspirados por um corpo de escritos esotéricos. Sua conclamação pela "Reforma Universal e Geral de Todo o Grande Mundo" ao redor da compreensão hermética
do homem como um microcosmo da Natureza foi recebida com uma furiosa caça às bruxas por toda a Europa setentrional e promessas de morte e imolação a
qualquer membro da elusiva "Fraternidade Invisível".
Os manifestos originais foram aceitos quase que imediatamente por torrentes de panfletários, sociedades e contra-sociedades secretas, tanto protestantes quanto
católicas, agentes provocadores, Fraternidades 'falsas' e espiões. Quando o furor passou, estava claro que não havia nenhum consenso sobre o que os manifestos
realmente eram. Alguns acreditavam que eram revelações inspiradas divinamente; outros (incluindo aqueles mais proximamente associados com eles) os
descartaram como um ludíbrio, ou 'um pouco de diversão'; outros os consideraram como uma fraude, ou um ato de dano político deliberado - ou Pactos Horríveis
Feitos Entre o Diabo e os Pretensos Invisíveis, como um folheto de Paris definiu.
Enquanto as sementes jogadas pelos Manifestos originais se espalhavam, estas divisões aumentaram ao invés de diminuir. Hoje, Christian Rosenkreuz, o fundador
mítico da Fraternidade, é aceito como uma figura inspirada divinamente por muitos grupos esotéricos, inclusive os seguidores de Rudolph Steiner e a maioria dos
Rosacruzes assumidos; para a maioria dos estudiosos históricos, os manifestos são uma 'fraude' e o furor um caso de histeria de massa paranóide.
Está bastante claro que os autores anônimos (embora não completamente misteriosos) dos Manifestos consideravam ambas visões mal-direcionadas. Há evidência
para isto tanto nos próprios manifestos quanto nos escritos subseqüentes das partes envolvidas. Johann Valentin Andreae, o pastor suábio pietista intimamente
associado com os manifestos (certamente com o final, 'As Bodas Químicas de Christian Rosenkreuz'), foi bastante específico: "Em vão você espera pela vinda da
Fraternidade - a comédia está em um fim".
Mas "a fictícia fraternidade Rosacruz", como ele a chama, era obviamente mais que o ludíbrio que ele pretende. Os manifestos são trabalhos consideráveis, e
obviamente sérios em intenção - até mesmo se não literalmente verdadeiros. Parece provável que Andreae estava exasperado em descartá-los como uma piada
pelo fundamentalismo literal que estava crescendo ao redor deles, o qual ele estava a esta altura impotente para deter. Talvez uma descrição melhor dos manifestos
poderia ser a usada como título por outro apologista Rosacruz, Michael Maier - o Lusus Serius, ou 'piada séria'.
Não é difícil entender a frustração de Andreae com a inabilidade do público de permitir que as ambigüidades dos Manifestos permanecessem, ou aceitar que eles
deveriam ser lidos em mais de um nível. Não é como se, ao vestir sua mensagem em termos fictícios, os autores dos Manifestos estivessem fazendo qualquer coisa
radicalmente nova. O lusus serius já era uma forma estabelecida, com raízes em algumas das escrituras espirituais mais antigas, e continuou evoluindo em formas
contemporâneas que podemos reconhecer hoje.
Os Manifestos de fato oferecem um ponto de partida excelente tanto para uma análise dos efeitos que podem ser alcançados pelo lusus serius quanto às técnicas
que podem ser usadas para alcançá-lo. Eles são trabalhos excitantes, tantalizantes e inspiradores, alcançando o delicado equilíbrio de revelação e encobrimento que
tornaram o furor possível. Além disso eles alcançam a mistura de mensagem revelatória com ficção imaginativa de dois modos muito diferentes. O 'Fama
Fraternitatis', como o primeiro manifesto é conhecido, usa a forma de uma proclamação política para apresentar uma ficção como verdade; o manifesto final, as
'Bodas Químicas de Christian Rosenkreuz', usa a forma de uma narrativa alegórica para apresentar verdade como ficção.
O Fama é estilizado como um anúncio oficial, mas é uma chamada para que se unam à causa da Fraternidade que é 'invisível'. Este é um convite para uma reunião
sem hora ou lugar. Ao invés, explica como a Fraternidade passou a ser. Esta é a história de um sábio chamado Christian Rosenkreuz que morreu há 120 anos, mas
cuja câmara mortuária - e assim seu conhecimento e legado secreto - foi redescoberta recentemente.
A história de Christian Rosenkreuz é uma união de pontos das influências que se esperava que aqueles atraídos pela chamada considerassem muito. Os encontros
dele com os sábios de Damasco, Egito, Fez e Espanha falam da influência da magia, alquimia e kaballah; Paracelso é mencionado como alguém que tem feito algo
similar. Similarmente, a descrição da Fraternidade apresenta um ideal de estudo, cura dos doentes, ignorando "a descrente e amaldiçoada fabricação de ouro, que
passou tanto dos limites", e trabalhando discretamente para a mudança nos corações dos homens.
Estas duas criações, Christian Rosenkreuz e a Fraternidade, provaram ter uma longevidade que um trato mais prosaico nunca poderia ter alcançado - uma
longevidade que rapidamente tomou vida própria. Dentro de algumas gerações a maioria dos seguidores do ideal Rosacruz foram instados a acreditar na verdade
literal destas histórias; até que na época em que Shelley escreveu seu romance juvenil 'O Rosacruz', a imagem da Fraternidade Invisível de adeptos fazedores de
ouro era uma característica livre na consciência popular, sua fonte há muito esquecida: Shelley não mostra nenhum sinal de saber que os Manifestos sequer
existiram.
Mas esta 'literalização' dos Manifestos pelo público, e sua condenação como mentiras malignas pelas autoridades, pode ter vindo como uma surpresa aos seus
autores devido à tradição na qual eles estavam escrevendo. Muitos dos trabalhos que mais os inspiraram eram 'arcaizados', i.e. apresentados em uma forma que
sugeria que eram mais antigos do que de fato eram. Isto não era considerado uma 'fraude' - somente um modo elegante de dar ênfase às raízes e tradição da
escrita.
O exemplo mais famoso disto era, é claro, o 'Corpus Hermeticum', o corpo neo-platônico de diálogos mágicos e cosmológicos que eram, muito ironicamente,
tomados literalmente em suas alegações de terem sido passados de Hermes Trismegistus, o sábio legendário de tempos pré-clássicos. Era esta crença de que o
'Corpus' tinha centenas de anos de idade que foi realmente responsável pelo crescimento do movimento Hermético do tempo em que os diálogos foram traduzidos
primeiro por Ficino em 1463, e também pelo minguar dramático de interesse no mesmo movimento depois que eles foram corretamente datados por Isaac
Casaubon em 1614. Uma vez que esta descoberta se tornou amplamente conhecida, só os apologistas herméticos mais teimosos como Fludd e Kircher
continuaram a alegar sua verdade literal. Mas, como os próprios Manifestos deixam claro, a tradição hermética mal deveria se sustentar ou se abalar pela
apresentação arcaizada dos textos.
Tal arcaísmo era difundido no período helenístico onde revivificações (ou reinvenções) das religiões antigas era comuns. Muitos dos apocalipses judeus proféticos
escritos na época mostraram a mesma tendência arcaizadora: 'Jubileus', por exemplo, foi atribuído a Moisés, '1 Enoque' a um patriarca do alvorecer do tempo. Esta
técnica era, é claro, eminentemente adequada à profecia: o autor poderia revelar uma série de detalhes surpreendentemente precisos sobre o suposto futuro, o que
conferiria maior autoridade à revelação que se seguia.
Seria pouco generoso e perverso chamar este método de apresentação uma 'fraude' ou mentira: os autores podem acreditar na verdade literal do próprio arcaísmo
(hoje em dia chamado 'canalização'), ou podem estar apresentando sua revelação como alegoria e oferecendo a fonte arcaica como uma chave para decodificá-la.
Ou, novamente, eles podem estar usando o recurso para fins literários.
Há muitos exemplos mais próximos a nosso próprio tempo de todas estas abordagens, muitos dos quais tiveram sucesso em impulsionar o início de grandes
movimentos espirituais. 'Estrofes de Dzya' de H P Blavatsky, por exemplo, às quais seus livros 'Ísis Revelada' e 'A Doutrina Secreta' formam um comentário
estendido, são alegadas como fragmentos do "livro mais antigo do mundo", apresentado a ela em folhas de palmeira não-perecíveis pelos seus Mestres Invisíveis
Tibetanos. Na ausência de qualquer evidência corroboradora, a maioria dos não-teósofos é relutante em aceitar a verdade literal disto, embora Blavatsky tenha
negado veementemente o argumento de ludíbrio. Como seu contemporâneo Joseph Smith, cujo 'Livro Mórmon' se materializou de um modo semelhante, as queixas
de céticos tiveram pouco efeito no movimento resultante. (Mas uma vez que a 'Doação de Constantino', o documento que confere autoridade divina ao Papa, é
reconhecida hoje como sendo uma falsificação do século IX, temos que considerar realisticamente a autenticidade de revelação doutrinal como um luxo ao invés de
uma necessidade).
Um feito semelhante foi concretizado ao contrário pelo escritor de horror H P Lovecraft, que evoluiu seu antigo livro de sabedoria proibida, o 'Necronomicon', no
curso de desenvolver o suporte cósmico de seus os contos do 'Mito de Cthulhu'. Ele desfrutou do processo de aderná-lo o bastante para produzir uma publicação
e história de tradução fictícias, um ludíbrio que, como os Manifestos, passou a desenvolver uma vida própria, com a crença persistente na existência literal do livro e
uma subcultura de magia ritual dedicada a invocar sua prole cósmica. O próprio Lovecraft, que aproveitou toda a oportunidade para declarar seu convicto
materialismo, estaria sem dúvida ou entretido ou assustado por este curso de eventos. Para ele, o 'Necronomicon' era um conceito que concretizava o fascínio de
textos antigos e proibidos, muito como a história de Christian Rosenkreuz no 'Fama' concretizava o ideal do hermético iluminado. Os proponentes da mágica
Lovecraftiana podem, porém, apontar a seus vívidos sonhos como uma fonte de 'canalização inconsciente' do além da parede do sono.
É interessante comparar esta técnica de arcaização com outra variante que se desenvolveu neste século para se tornar um tema familiar de livros contemporâneos: o
documento ficcionalizado recebido não do passado mas do futuro. Isto foi largamente estabelecido por H G Wells em seus primeiros romances como 'A Guerra
dos Mundos' e 'A Máquina de Tempo'; embora o recurso tivesse sido usado antes, tinha sido tipicamente ou uma desculpa para um trato utópico ou uma sátira leve
de tradições contemporâneas. Ao usar isto como um dispositivo para tornar a profecia mais crível, a 'inovação estilística' de Wells pode ser vista em uma linha
direta de descendência do Antigo Testamento e apocalipses judaicos - e, evidentemente, na forma da radiodifusão de Orson Welles produziu o maior lusus serius e
furor subseqüente do século passado. (O próprio Welles depois produziu 'F para Fraude', uma apologia em filme para o lusus serius e a perversidade pós-moderna
em geral).
Talvez o contemporâneo equivalente mais próximo à forma do Fama são os trabalhos da Igreja do SubGenius, os antinômios anônimos surrealistas que propagam
sua mensagem no estilo das chamadas religiosas contemporâneas, as exortações de vendas por correspondência das igrejas evangélicas. Embora sua paródia seja
(esperamos) muito ampla para ser tomada literalmente, eles insistem na seriedade subjacente de sua mensagem: "Bem, se você pensou que esta Igreja era uma
piada, então por Deus você nunca vai entender a GRAÇA!". Mas apesar de várias tentativas louváveis, um furor na escala dos Rosacruzes permanece algo com o
que eles só podem sonhar.
. . .
Se o Fama era parte de uma tradição contínua de ficção vestida como verdade, as 'Bodas Químicas' ocupa uma posição na tradição ainda mais difundida de
verdade sob as vestes de alegoria narrativa. Mas era a combinação dos dois que é talvez sem igual, e era certamente unicamente efetiva. O chamado do 'Fama' era
uma lista de reivindicações e promessas grandiosas que urgentemente clamavam o tipo de substância que as 'Bodas Químicas' fornecia; em troca, a insistência do
Fama na "Reforma Universal e Geral de Todo o Grande Mundo" tornou certo que a alegoria das 'Bodas Químicas' era assiduamente varrida pelo seu significado
oculto.
Estudantes ansiosos de 'Bodas Químicas' foram não só recompensados com uma narrativa que ganhou uma reputação merecida de clássico de literatura esotérica,
mas uma na qual o espírito do lusus serius foi perpetuado. Também antedatado (a 1459), conta a história de sete dias na vida de seu protagonista, que é convidado
a um Casamento Real e faz uma viagem fantástica a um castelo onde um rei morto deve ser magicamente ressuscitado para seu próprio casamento.
O 'Bodas Químicas' está entre os mais agradáveis e facilmente legíveis trabalhos de seu tipo, muito notavelmente assim entre seus vizinhos alemães. As transições
fluidas de realidade para fantasia, através de sonhos, peças-dentro-de-peças e funcionamentos alquímicos, impelem o leitor por uma narrativa vívida e de
movimento rápido onde nada é o que parece. Até mesmo seus protagonistas são permitidos a desfrutar de si mesmos no curso de sua busca espiritual séria: durante
o pivotal "Quarto Dia" eles são todos reunidos para assistir uma peça que tem interlúdios leves ("Primeiro Interlúdio: aqui um leão foi disposto a lutar com um grifo,
e o leão ganhou; o que foi muito bom de assistir").
O 'Bodas Químicas', aproximadamente contemporâneo com o trabalho posterior e mais hermético de Shakespeare, delineia mais ou menos o ponto alto da alegoria
esotérica. Até mesmo mais que o arcaísmo do Fama, a forma alegórica teria sido imediatamente reconhecível a seus leitores contemporâneos. Dentro da tradição
alemã, seguiu discernivelmente de clássicos medievais como 'Parcifal' de von Eschenbach: muito foi feito dos paralelos entre os Cavaleiros do Graal, a Fraternidade
Invisível e o os 'Cavaleiros da Pedra Dourada' do 'Bodas Químicas', e também entre o milagrosamente preservado Titurel e o corpo não consumido de Christian
Rosenkreuz em sua câmara mortuária. Dentro da tradição esotérica mais ampla, sua forma lembra narrativas Sufi como a 'Conferência dos Pássaros' de Farid
ud-Din Attar, ou o clímax do contemporâneo neo-platônico do Corpus Hermeticum, o 'Asno Dourado' de Apuleius.
'Ficção esotérica', como o lusus serius, é algo como uma contradição em termos. Envolve duas coisas diferentes ao mesmo tempo: revelar uma mensagem espiritual
e construir um drama de personagens e ação. Já que ambos têm sua própria dinâmica, é freqüentemente necessário escolher entre eles. Os autores podem usar suas
intenções esotéricas na manga, proclamando a natureza revelatória de seu trabalho abertamente e abandonando a narrativa onde necessário para buscar seu
propósito 'sério'; ou eles podem focalizar suas habilidades em embutir a narrativa imperceptivelmente com o seu subtexto oculto.
Se nós incluímos esta segunda abordagem como 'ficção esotérica', então antes do século XVIII, a maioria dos grandes de Dante a Shakespeare a Milton (e depois
Goethe) entram na categoria; de fato, poderia ser mais simples compilar uma lista de autores que não codificaram sua ficção com um esquema esotérico. Mas da
Ilustração em diante, 'ficção esotérica' se torna distintamente mais marginalizada, emergindo novamente como um gênero popular apenas no século XIX. Neste
movimento vitoriano, porém, o espírito do lusus serius está largamente esquecido, e o toque leve do 'Bodas Químicas' está tradicionalmente perdido. 'Zanoni: Um
Conto Rosacruz' de Bulwer Lytton, por exemplo, permanece impenetrável à maioria dos leitores modernos, sua narrativa paralisada pela tendência de seus
Invisíveis Iluminados de interromper a história para oferecer sermões prolongados e bastante pomposos e também, de certo modo dramaticamente irritante, de
estar sempre certos.
Na vida real, Lytton era um estudioso oculto sensato e perceptivo, mas sua ficção 'esotérica' (por exemplo 'Vril: A Raça Vindoura, O Assombrador e o
Assombrado') continuou sofrendo destes defeitos. Ainda, há exceções honráveis do período, como o inacabado 'Manuscrito de Saragoça' de Jan Potocki, um
trabalho no estilo vivo, irreverente e ritmado do picaresco do século XVIII, que é uma delícia para ler e rememorativo ao 'Bodas Químicas' de modos bastante
específicos para sugerir que Potocki estava familiarizado com ele. O 'Manuscrito de Saragoça' é dividido de forma similar em dias numerados na vida do
protagonista, a maioria dos quais, como o 'Bodas Químicas', inclui tanto incidentes de despertar e um sonho (com trocas delirantemente confusas da realidade entre
estes), e características que um Cabalista à busca uma revelação divina que faz um paralelo com as próprias experiências do protagonista.
Embora o legado do estilo de 'ficção esotérica' de Lytton tenha sobrevivido até o presente, a influência do 'Bodas Químicas' e o lusus serius passou a duas escolas
distintas de literatura contemporânea. Por um lado, as idéias dos Manifestos foram exploradas por literati esotérico que trataram de forma inteligente com
conspiração oculta (e.g. Eco em 'O Pêndulo de Foucault') e as implicações metafísicas do lusus serius (e.g. Borges em 'Orbis Tertius'). Mas estes são trabalhos
sobre os assuntos evidenciados pelos Manifestos, em lugar de seus verdadeiros sucessores. A forma dos manifestos - o trabalho revelatório em roupagem de ficção
- é mais claramente visto em best-sellers como a série Don Juan de Castaneda, 'O Alquimista' de Paulo Coelho e suas seqüências, 'buscas espirituais' como 'A
Profecia Celestina' e a enorme subcultura de narrativas 'canalizadas' de aliens e anjos. Estes compartilham com os Manifestos a pretensão de ser 'mais que ficção',
para não serem lidos apenas pelo seu mérito literário. Podemos sentir que há pouco mérito literário para lê-los, que em contraste, os Manifestos são obras-primas
literárias, e muito mais, mas podemos reconhecer o legado em forma se não em qualidade.
Talvez os escritores contemporâneos mais próximos de ligar estas duas escolas são Robert Shea e Robert Anton Wilson cuja série 'Illuminati!' lida com os assuntos
históricos dos Manifestos enquanto também se apresentam meio-seriamente como 'livros para viver de acordo com' e revelações de sabedoria oculta. Em seu
melhor, eles alcançam o lusus serius em sua forma de contracultura moderna: estes são livros que apenas hippies paranóicos tomarão seriamente, ou é exatamente
isto que Eles querem que você pense?
Claramente, procurar equivalentes modernos precisos dos Manifestos é cair na armadilha de literalismo que sempre foi não entender o essencial. Como Goethe
disse do 'Bodas Químicas', "haverá uma estória para ser contada no momento certo, mas terá que ser renascida - não pode ser desfrutada em sua pele antiga". Nós
não estamos mais na posição dos autores originais de cristãos místicos pietistas tentando uma revolução da igreja e política: isso realmente era um jogo sério, e um
que iria levar a Fraternidade Invisível ao conflito militar efetivo. Mas os Manifestos tiveram sucesso em transmutar sua mensagem de ludíbrio para lenda; e a arma
do lusus serius ainda está lá ser para ser descarregada por qualquer um que possa adaptar sua sensibilidade ao mundo que encontrar ao seu redor.
Fonte: http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/rosacruz.htm
17.8.06
Groucho-marxismo
“O groucho-marxismo, teoria da revolução pela comédia, é muito mais do que um esquema para a luta de classes: como uma luz vermelha na janela, ilumina o
destino inevitável da humanidade, a sociedade déclassé. O groucho-marxismo é a teoria do deleite permanente”, explica logo nas primeiras linhas Bob Black,
ativista, cientista social norte-americano e autor do mais novo título da Coleção Baderna: Groucho-Marxismo.
O cientista social de extrema esquerda questiona o comportamento dos militantes de esquerdas, “pseudo intelectuais” que, segundo ele, estão preocupados em se
mostrar responsáveis para serem aceitos nos “grandes salões” da sociedade. Para Bob Black, os pervertidos sexuais não são mais os membros da TFP, mas sim a
esquerda, a única que defende sinceramente a tradição, a família e a propriedade.
Autor de textos polêmicos publicados em veículos como o Wall Street Journal e a revista Village Voice, o escritor faz uma verdadeira ode ao que ele entitulou de
teoria groucho-marxista. Não se trata de anarquismo ou de uma teoria comunista ou socialista. Aliás, o estudioso faz duras críticas a todos esses movimentos. “Os
anarquistas não se entendem sobre trabalho, industrialismo, sindicalismo, urbanismo, ciência, liberdade sexual, religião e um sem-número de coisas mais
importantes, especialmente quando tomadas em conjunto. Há mais pontos discordantes do que qualquer coisa que os una”, afirma Black em um dos capítulos do
livro entitulado “Meu problema com o anarquismo”, dedicado ao pensamento anarquista.
Já sobre o marxismo, no capítulo destinado a tratar as “Palavras de Poder”, Bob Black é taxativo: trata-se do “estágio mais elevado do capitalismo”. Outras
palavras de poder que merecem destaque:
Arte? Um substituto cada vez mais inadequado para o sexo.
Civilização? A doença de pele da biosfera.
Política? Como um brejo – tudo o que é sujo acaba subindo.
Serviço militar? Conheça o abatedouro.
Punks? Hippies com amnésia.
Punques? Punks que cursam escolas de arte.
O rock? Tem um grande futuro por trás.
Vegetarianos? Você é o que come.
Vida após morte? Por que esperar?
Com muito humor, a linha filosófica groucho-marxista prega que “se a revolução não servir para dançar e rir, não será nossa revolução”. Em “A abolição do
trabalho” o autor discorda e lança argumentos contundentes contra uma das grandes bandeiras socialistas: a questão do pleno emprego. Ele avalia todos os lados
da moeda, inclusive o “não-trabalho”: “O lazer é o não-trabalho em nome do trabalho. O lazer é o tempo gasto se recuperando do trabalho e na frenética, porém
vã, tentativa de esquecer o trabalho”. Bob Black vai mais além: “A principal diferença entre o trabalho e o lazer é que trabalhando pelo menos você é pago por sua alienação e exasperação”.
“[Bob Black] supera qualquer ensaísta político vivo... o trocadilho mais rápido do Oeste”, define Hakim Bey, outro autor da Conrad – escreveu Caos - Terrorismo
Poético e outros Crimes Exemplares e TAZ Zona Autônoma Temporária, também da Coleção Baderna
O autor
Bob Black tem uma formação acadêmica respeitável (graduações em ciências sociais e direito, dois títulos de mestrado), mas rejeitou desde o início os dois
caminhos principais apresentados à intelectualidade “séria”: a segmentação cientificista liberal ou o cinismo da esquerda frígida. Em vez disso, tornou-se famoso pelos cartazes anarquistas/situacionistas/absurdistas que criou à frente da “Última Internacional”, entre 1977 e 1983
Além da ação panfletária, escreveu também centenas de ensaios, distribuídos indistintamente entre periódicos anarquistas, jornais da área de direito e órgãos da
grande imprensa, como Wall Street Journal, Village Voice, Semiotext(e) e Re/Search. Publicou Friendly Fire, em 1992, Beneath the Underground, em 1994, e
Anarchy after Leftism, em 1996. O texto The Abolition of Work and Other Essays que faz parte do livro Groucho-Marxismo - é o capítulo “A abolição do
trabalho” - foi publicado originalmente em 1985. Também foi um dos pioneiros na divulgação do situacionismo nas Américas. Sua capacidade singular para criar
jogos de palavras, aliada ao humor ácido e ao conhecimento teórico, faz dele um dos grandes nomes do anarquismo heterodoxo.
Fonte: http://www.portal364.com/m5.asp?cod_noticia=9155&cod_pagina=1013
TESES SOBRE O GROUCHO-MARXISMO
Bob Black
1
Groucho-marxismo, a teoria da revolução cômica, é muito mais que um projeto para a luta de classes: como uma luz vermelha numa janela, ele ilumina o destino
inevitável da humanidade, a sociedade desclassificada (1). G-Marxismo é a teoria da folia permanente. (Aí, garoto! Até que enfim, eis um ótimo dogma).
2
O exemplo dos próprios Irmãos Marx mostra a unidade da teoria e prática marxista (por exemplo, quando Groucho insulta alguém enquanto Harpo depena sua
carteira ). Além disso, o marxismo é dialético (Chico não é o clássico comediante dialético?). Comediantes que fracassam em sintetizar teoria e prática (para não
mencionar aqueles que fracassam totalmente em pecar) são não-marxistas. Comediantes posteriores, fracassando em entender que a separação é “o discreto
charme da burguesia”, decaíram para meras gafes, por um lado, e mera tagarelice, por outro.
3
Como o G-Marxismo é prático, seus feitos não podem nunca ser reduzidos ao mero humor, entretenimento ou “arte”. (Os estetas, afinal de contas, estão menos
interessados na interpretação da arte do que na arte que interpreta.) Depois que um genuíno marxista assiste a um filme dos Irmãos Marx, ele diz para si mesmo:
“Se você achou isso engraçado, preste atenção à sua vida!”.
4
G-marxistas contemporâneos devem decididamente denunciar o “Marxismo” vulgar, de imitação, dos Três Patetas, Monty Python, e Pernalonga. Em vez do
marxismo vulgar, devemos retornar à autêntica vulgaridade marxista. Retoficação (2) serve igualmente para aqueles camaradas desiludidos que pensam que “a linha
correta” é o que o tira faz quando manda eles pararem no acostamento.
5
Marxistas com consciência de classe (isto é, marxistas conscientes de que não possuem nenhuma classe) devem rejeitar a “comédia” anêmica, da moda, narcisista,
de revisionistas cômicos como Woody Allen e Jules Feiffer. A revolução cômica já ultrapassou a mera neurose – ela é risonha mas não risível, discriminante mas
não discriminatória, militante mas não militar, e aventurosa mas não aventureira. Os marxistas percebem que hoje você deve olhar no espelho de uma casa
assombrada de parque de diversões para se ver da forma que você realmente é.
6
Embora não totalmente desprovido de vislumbres de insight marxista, o (sur)realismo socialista deve ser distinguido do G-Marxismo. É verdade que Salvador Dali
deu uma vez a Harpo uma harpa feita com arame farpado; no entanto, não há nenhuma evidência de que Harpo alguma vez a tenha tocado.
7
Acima de tudo, é essencial renunciar e execrar todo sectarismo cômico como o dos trotskos eqüinos. Como é bem sabido, Groucho repetidamente propunha o
sexo mas se opunha às seitas. Para Groucho, havia uma diferença entre ser um trotsko e estar louco para “trotar” (3). Além disso, o slogan trotsko “Salários para o
Trabalho Eqüino” cheira a reforma, não a folia. Os esforços trotskos para reivindicar Um dia nas Corridas e Os Gênios da Pelota como de sua tendência devem ser
indignadamente rejeitados; na verdade, A Mocidade é Assim Mesmo está mais na velocidade deles (4).
8
O assunto mais urgente que os G-Marxistas confrontam hoje é a questão do partido (5), que - ao invés do que pensam “marxistas” ingênuos, reducionistas – é mais
que apenas “Por que não fui convidado?” Isso nunca foi impedimento para Groucho! Os marxistas precisam de seu próprio partido disciplinado de vanguarda, pois
eles são raramente bem-vindos aos de qualquer outro.
9
Guiadas pelos dogmas fundamentais do desbehaviorismo e do materialismo histérico, as massas inevitavelmente abraçarão, não apenas o G-Marxismo, mas
também mutuamente uns aos outros.
10
O Groucho Marxismo, então, é o tour de farce da comédia. Como seguramente se diz que Harpo falou:
“Em outras palavras, a comédia será revoltosa ou não será!” Tanto por fazer, tantos para fazê-lo! Sobre seus Marx, está dada a largada! (6)
Notas:
1. No original, déclassé. (N. do Tradutor)
2. “Rectumfication”, neologismo bricalhão que Black inventou a partir de “retificação” e “reto” (rectum, canal do ânus). (N. do T.)
3. Trocadilho aqui intraduzível entre “Trots” (trotskistas) e “hot to trot” (excitado para trepar), sem esquecer a brincadeira com os eqüinos pois “to trot” significa
trotar. (N. do T.)
4. Um dia nas Corridas (A Day in the Races) e Os Gênios da Pelota (Horse Feathers) são filmes dos Irmãos Marx, enquanto A Mocidade é Assim Mesmo
(National Velvet) é um velho drama onde Liz Taylor atuou ainda garota. (N. do T.)
5. Mais um trocadilho neste texto pleno deles: “party” é tanto partido quanto festa em inglês. Para entender a piada melhor, leia o parágrafo com os dois
significados, substituindo onde houver “partido” por “festa”. (N. do T.)
6. Outro trocadilho praticamente intraduzível, desta vez com a exclamação que dá início a competições de corrida : “On your marks, get set –go!” aqui trocada por
“On your Marx, get set – go!”. (N. do T.)
Tradução de Ricardo Rosas
Fonte:
Página de Bob Black na Spunk: http://www.spunk.org/library/writers/black/
Rizoma: http://www.rizoma.net/interna.php?id=162&secao=intervencao
“O groucho-marxismo, teoria da revolução pela comédia, é muito mais do que um esquema para a luta de classes: como uma luz vermelha na janela, ilumina o
destino inevitável da humanidade, a sociedade déclassé. O groucho-marxismo é a teoria do deleite permanente”, explica logo nas primeiras linhas Bob Black,
ativista, cientista social norte-americano e autor do mais novo título da Coleção Baderna: Groucho-Marxismo.
O cientista social de extrema esquerda questiona o comportamento dos militantes de esquerdas, “pseudo intelectuais” que, segundo ele, estão preocupados em se
mostrar responsáveis para serem aceitos nos “grandes salões” da sociedade. Para Bob Black, os pervertidos sexuais não são mais os membros da TFP, mas sim a
esquerda, a única que defende sinceramente a tradição, a família e a propriedade.
Autor de textos polêmicos publicados em veículos como o Wall Street Journal e a revista Village Voice, o escritor faz uma verdadeira ode ao que ele entitulou de
teoria groucho-marxista. Não se trata de anarquismo ou de uma teoria comunista ou socialista. Aliás, o estudioso faz duras críticas a todos esses movimentos. “Os
anarquistas não se entendem sobre trabalho, industrialismo, sindicalismo, urbanismo, ciência, liberdade sexual, religião e um sem-número de coisas mais
importantes, especialmente quando tomadas em conjunto. Há mais pontos discordantes do que qualquer coisa que os una”, afirma Black em um dos capítulos do
livro entitulado “Meu problema com o anarquismo”, dedicado ao pensamento anarquista.
Já sobre o marxismo, no capítulo destinado a tratar as “Palavras de Poder”, Bob Black é taxativo: trata-se do “estágio mais elevado do capitalismo”. Outras
palavras de poder que merecem destaque:
Arte? Um substituto cada vez mais inadequado para o sexo.
Civilização? A doença de pele da biosfera.
Política? Como um brejo – tudo o que é sujo acaba subindo.
Serviço militar? Conheça o abatedouro.
Punks? Hippies com amnésia.
Punques? Punks que cursam escolas de arte.
O rock? Tem um grande futuro por trás.
Vegetarianos? Você é o que come.
Vida após morte? Por que esperar?
Com muito humor, a linha filosófica groucho-marxista prega que “se a revolução não servir para dançar e rir, não será nossa revolução”. Em “A abolição do
trabalho” o autor discorda e lança argumentos contundentes contra uma das grandes bandeiras socialistas: a questão do pleno emprego. Ele avalia todos os lados
da moeda, inclusive o “não-trabalho”: “O lazer é o não-trabalho em nome do trabalho. O lazer é o tempo gasto se recuperando do trabalho e na frenética, porém
vã, tentativa de esquecer o trabalho”. Bob Black vai mais além: “A principal diferença entre o trabalho e o lazer é que trabalhando pelo menos você é pago por sua alienação e exasperação”.
“[Bob Black] supera qualquer ensaísta político vivo... o trocadilho mais rápido do Oeste”, define Hakim Bey, outro autor da Conrad – escreveu Caos - Terrorismo
Poético e outros Crimes Exemplares e TAZ Zona Autônoma Temporária, também da Coleção Baderna
O autor
Bob Black tem uma formação acadêmica respeitável (graduações em ciências sociais e direito, dois títulos de mestrado), mas rejeitou desde o início os dois
caminhos principais apresentados à intelectualidade “séria”: a segmentação cientificista liberal ou o cinismo da esquerda frígida. Em vez disso, tornou-se famoso pelos cartazes anarquistas/situacionistas/absurdistas que criou à frente da “Última Internacional”, entre 1977 e 1983
Além da ação panfletária, escreveu também centenas de ensaios, distribuídos indistintamente entre periódicos anarquistas, jornais da área de direito e órgãos da
grande imprensa, como Wall Street Journal, Village Voice, Semiotext(e) e Re/Search. Publicou Friendly Fire, em 1992, Beneath the Underground, em 1994, e
Anarchy after Leftism, em 1996. O texto The Abolition of Work and Other Essays que faz parte do livro Groucho-Marxismo - é o capítulo “A abolição do
trabalho” - foi publicado originalmente em 1985. Também foi um dos pioneiros na divulgação do situacionismo nas Américas. Sua capacidade singular para criar
jogos de palavras, aliada ao humor ácido e ao conhecimento teórico, faz dele um dos grandes nomes do anarquismo heterodoxo.
Fonte: http://www.portal364.com/m5.asp?cod_noticia=9155&cod_pagina=1013
TESES SOBRE O GROUCHO-MARXISMO
Bob Black
1
Groucho-marxismo, a teoria da revolução cômica, é muito mais que um projeto para a luta de classes: como uma luz vermelha numa janela, ele ilumina o destino
inevitável da humanidade, a sociedade desclassificada (1). G-Marxismo é a teoria da folia permanente. (Aí, garoto! Até que enfim, eis um ótimo dogma).
2
O exemplo dos próprios Irmãos Marx mostra a unidade da teoria e prática marxista (por exemplo, quando Groucho insulta alguém enquanto Harpo depena sua
carteira ). Além disso, o marxismo é dialético (Chico não é o clássico comediante dialético?). Comediantes que fracassam em sintetizar teoria e prática (para não
mencionar aqueles que fracassam totalmente em pecar) são não-marxistas. Comediantes posteriores, fracassando em entender que a separação é “o discreto
charme da burguesia”, decaíram para meras gafes, por um lado, e mera tagarelice, por outro.
3
Como o G-Marxismo é prático, seus feitos não podem nunca ser reduzidos ao mero humor, entretenimento ou “arte”. (Os estetas, afinal de contas, estão menos
interessados na interpretação da arte do que na arte que interpreta.) Depois que um genuíno marxista assiste a um filme dos Irmãos Marx, ele diz para si mesmo:
“Se você achou isso engraçado, preste atenção à sua vida!”.
4
G-marxistas contemporâneos devem decididamente denunciar o “Marxismo” vulgar, de imitação, dos Três Patetas, Monty Python, e Pernalonga. Em vez do
marxismo vulgar, devemos retornar à autêntica vulgaridade marxista. Retoficação (2) serve igualmente para aqueles camaradas desiludidos que pensam que “a linha
correta” é o que o tira faz quando manda eles pararem no acostamento.
5
Marxistas com consciência de classe (isto é, marxistas conscientes de que não possuem nenhuma classe) devem rejeitar a “comédia” anêmica, da moda, narcisista,
de revisionistas cômicos como Woody Allen e Jules Feiffer. A revolução cômica já ultrapassou a mera neurose – ela é risonha mas não risível, discriminante mas
não discriminatória, militante mas não militar, e aventurosa mas não aventureira. Os marxistas percebem que hoje você deve olhar no espelho de uma casa
assombrada de parque de diversões para se ver da forma que você realmente é.
6
Embora não totalmente desprovido de vislumbres de insight marxista, o (sur)realismo socialista deve ser distinguido do G-Marxismo. É verdade que Salvador Dali
deu uma vez a Harpo uma harpa feita com arame farpado; no entanto, não há nenhuma evidência de que Harpo alguma vez a tenha tocado.
7
Acima de tudo, é essencial renunciar e execrar todo sectarismo cômico como o dos trotskos eqüinos. Como é bem sabido, Groucho repetidamente propunha o
sexo mas se opunha às seitas. Para Groucho, havia uma diferença entre ser um trotsko e estar louco para “trotar” (3). Além disso, o slogan trotsko “Salários para o
Trabalho Eqüino” cheira a reforma, não a folia. Os esforços trotskos para reivindicar Um dia nas Corridas e Os Gênios da Pelota como de sua tendência devem ser
indignadamente rejeitados; na verdade, A Mocidade é Assim Mesmo está mais na velocidade deles (4).
8
O assunto mais urgente que os G-Marxistas confrontam hoje é a questão do partido (5), que - ao invés do que pensam “marxistas” ingênuos, reducionistas – é mais
que apenas “Por que não fui convidado?” Isso nunca foi impedimento para Groucho! Os marxistas precisam de seu próprio partido disciplinado de vanguarda, pois
eles são raramente bem-vindos aos de qualquer outro.
9
Guiadas pelos dogmas fundamentais do desbehaviorismo e do materialismo histérico, as massas inevitavelmente abraçarão, não apenas o G-Marxismo, mas
também mutuamente uns aos outros.
10
O Groucho Marxismo, então, é o tour de farce da comédia. Como seguramente se diz que Harpo falou:
“Em outras palavras, a comédia será revoltosa ou não será!” Tanto por fazer, tantos para fazê-lo! Sobre seus Marx, está dada a largada! (6)
Notas:
1. No original, déclassé. (N. do Tradutor)
2. “Rectumfication”, neologismo bricalhão que Black inventou a partir de “retificação” e “reto” (rectum, canal do ânus). (N. do T.)
3. Trocadilho aqui intraduzível entre “Trots” (trotskistas) e “hot to trot” (excitado para trepar), sem esquecer a brincadeira com os eqüinos pois “to trot” significa
trotar. (N. do T.)
4. Um dia nas Corridas (A Day in the Races) e Os Gênios da Pelota (Horse Feathers) são filmes dos Irmãos Marx, enquanto A Mocidade é Assim Mesmo
(National Velvet) é um velho drama onde Liz Taylor atuou ainda garota. (N. do T.)
5. Mais um trocadilho neste texto pleno deles: “party” é tanto partido quanto festa em inglês. Para entender a piada melhor, leia o parágrafo com os dois
significados, substituindo onde houver “partido” por “festa”. (N. do T.)
6. Outro trocadilho praticamente intraduzível, desta vez com a exclamação que dá início a competições de corrida : “On your marks, get set –go!” aqui trocada por
“On your Marx, get set – go!”. (N. do T.)
Tradução de Ricardo Rosas
Fonte:
Página de Bob Black na Spunk: http://www.spunk.org/library/writers/black/
Rizoma: http://www.rizoma.net/interna.php?id=162&secao=intervencao
14.8.06
CAOS LINGUÍSTICO
AINDA NÃO UMA CIÊNCIA, mas uma proposição: que certos problemas de linguística possam ser resolvidos através da abordagem da linguagem como um
sistema dinâmico complexo, ou "campo caótico".
De todas as escolas originadas pela linguística de Saussure, temos especial interesse por duas: a primeira, "antilingüística", pode ser encontrada - no período
moderno - da partida de Rimbaud para a Abissínia à afirmação de Nietzsche "temo que, enquanto tivermos gramática, não teremos matado Deus"; passando pelo
dadaísmo; "o Mapa não é o Território" de Korzybski; pelos cut ups e pela "ruptura na sala cinza" de Burroughs; pelo ataque de Zerzan à própria linguagem como
representação e mediação.
A segunda é a linguística de Chomsky que, com sua crença numa "gramática universal" e seus diagramas em forma de árvores, representa (eu acredito) uma
tentativa de "salvar" a linguagem através da descoberta de "invariáveis ocultas", do mesmo modo que certos cientistas estão tentando "salvar" a física da
"irracionalidade" da mecânica quântica. Embora fosse de se esperar que Chomsky, como anarquista, ficasse do lado dos niilistas, a sua belíssima teoria em verdade
tem mais a ver com o platonismo ou com o sufísmo do que com o anarquismo. A metafísica tradicional descreve a linguagem como luz pura brilhando através dos
vidros coloridos dos arquétipos; Chomsky fala de gramáticas "inatas". As palavras são folhas, os ramos são frases, os idiomas maternos são limbos, as famílias de
linguagem são troncos e as raízes estão no "céu"... ou no DNA. Eu chamo a isso "hermetalingüística" - hermética e metafísica. O niilismo (ou a "Metalingüística
Pesada", em honra a Burroughs) parece-me ter levado a linguagem para um beco sem saída e ameaçado torná-la "impossível" (um grande feito, mas deprimente),
enquanto Chomsky mantém a promessa e a esperança de uma revelação de última hora, o que eu acho igualmente difícil de aceitar. Eu também gostaria de "salvar"
a linguagem, mas sem apelar para nenhuma "Assombração", ou supostas regras sobre Deus, dados e o universo.
Voltando a Saussure e suas anotações, postumamente publicadas, sobre anagramas na poesia latina, encontramos certas indicações de um processo que, de alguma
forma, foge da dinâmica signo/significante.
Saussure se deparou com a possibilidade de algum tipo de "meta"- lingüística que acontece dentro da linguagem em vez de ser imposta desde "fora" como um
imperativo categórico. Assim que a linguagem começa a atuar, como nos poemas acrósticos que ele examinou, ela parece ressonar com uma complexidade
autoexpansiva. Saussure tentou quantificar os anagramas, mas os números escapavam dele (como se envolvessem equações não-lineares). Além disso, ele começou
a encontrar os anagramas por todo lado, mesmo na prosa latina. Começou a se perguntar se estava tendo alucinações, ou se os anagramas eram um processo
natural inconsciente da parole. Abandonou o projeto.
Eu me pergunto: se quantidades suficientes de informações desse tipo fossem digeridas num computador, começaríamos a ser capazes de modelar a linguagem em
termos de sistemas dinâmicos complexos? As gramáticas, então, não seriam "inatas", mas emergiriam do caos espontaneamente como "ordens superiores" que
evoluem, no sentido da "evolução criativa" de Prigogine. As gramáticas poderiam ser pensadas como "Estranhos Atratores", como o padrão escondido que
"causou" os anagramas - padrões que são "reais", mas que têm "existência" apenas em termos dos sub-padrões que manifestam. Se o significado é elusivo, talvez
seja porque a própria consciência, e portanto a linguagem, seja fractal.
Considero essa teoria mais satisfatoriamente anarquista do que qualquer antilingüistica ou chomskyanismo. Ela sugere que a linguagem pode sobrepor-se à
representação e à mediação, não porque seja inata, mas porque é caótica. Ela sugere que toda experimentação dadaísta (Feyerabend designou sua escola de
epistemologia científica de "dadaísmo anárquico") com poesia sonora, gestos, chistes, linguagem bestial etc. não foi feita com o objetivo nem de descobrir nem de
destruir o significado, mas de criá-lo. O niilismo afirma sombriamente que a linguagem cria significado de forma "arbitrária". O Caos Linguístico alegremente
concorda com isso, mas adiciona que a linguagem pode superar a linguagem, que a linguagem pode criar liberdade a partir da confusão e da decadência da tirania
semântica.
Apêndice A de "TAZ (Temporary Autonomous Zone), Zona Autônoma Temporária" - Hakim Bey
AINDA NÃO UMA CIÊNCIA, mas uma proposição: que certos problemas de linguística possam ser resolvidos através da abordagem da linguagem como um
sistema dinâmico complexo, ou "campo caótico".
De todas as escolas originadas pela linguística de Saussure, temos especial interesse por duas: a primeira, "antilingüística", pode ser encontrada - no período
moderno - da partida de Rimbaud para a Abissínia à afirmação de Nietzsche "temo que, enquanto tivermos gramática, não teremos matado Deus"; passando pelo
dadaísmo; "o Mapa não é o Território" de Korzybski; pelos cut ups e pela "ruptura na sala cinza" de Burroughs; pelo ataque de Zerzan à própria linguagem como
representação e mediação.
A segunda é a linguística de Chomsky que, com sua crença numa "gramática universal" e seus diagramas em forma de árvores, representa (eu acredito) uma
tentativa de "salvar" a linguagem através da descoberta de "invariáveis ocultas", do mesmo modo que certos cientistas estão tentando "salvar" a física da
"irracionalidade" da mecânica quântica. Embora fosse de se esperar que Chomsky, como anarquista, ficasse do lado dos niilistas, a sua belíssima teoria em verdade
tem mais a ver com o platonismo ou com o sufísmo do que com o anarquismo. A metafísica tradicional descreve a linguagem como luz pura brilhando através dos
vidros coloridos dos arquétipos; Chomsky fala de gramáticas "inatas". As palavras são folhas, os ramos são frases, os idiomas maternos são limbos, as famílias de
linguagem são troncos e as raízes estão no "céu"... ou no DNA. Eu chamo a isso "hermetalingüística" - hermética e metafísica. O niilismo (ou a "Metalingüística
Pesada", em honra a Burroughs) parece-me ter levado a linguagem para um beco sem saída e ameaçado torná-la "impossível" (um grande feito, mas deprimente),
enquanto Chomsky mantém a promessa e a esperança de uma revelação de última hora, o que eu acho igualmente difícil de aceitar. Eu também gostaria de "salvar"
a linguagem, mas sem apelar para nenhuma "Assombração", ou supostas regras sobre Deus, dados e o universo.
Voltando a Saussure e suas anotações, postumamente publicadas, sobre anagramas na poesia latina, encontramos certas indicações de um processo que, de alguma
forma, foge da dinâmica signo/significante.
Saussure se deparou com a possibilidade de algum tipo de "meta"- lingüística que acontece dentro da linguagem em vez de ser imposta desde "fora" como um
imperativo categórico. Assim que a linguagem começa a atuar, como nos poemas acrósticos que ele examinou, ela parece ressonar com uma complexidade
autoexpansiva. Saussure tentou quantificar os anagramas, mas os números escapavam dele (como se envolvessem equações não-lineares). Além disso, ele começou
a encontrar os anagramas por todo lado, mesmo na prosa latina. Começou a se perguntar se estava tendo alucinações, ou se os anagramas eram um processo
natural inconsciente da parole. Abandonou o projeto.
Eu me pergunto: se quantidades suficientes de informações desse tipo fossem digeridas num computador, começaríamos a ser capazes de modelar a linguagem em
termos de sistemas dinâmicos complexos? As gramáticas, então, não seriam "inatas", mas emergiriam do caos espontaneamente como "ordens superiores" que
evoluem, no sentido da "evolução criativa" de Prigogine. As gramáticas poderiam ser pensadas como "Estranhos Atratores", como o padrão escondido que
"causou" os anagramas - padrões que são "reais", mas que têm "existência" apenas em termos dos sub-padrões que manifestam. Se o significado é elusivo, talvez
seja porque a própria consciência, e portanto a linguagem, seja fractal.
Considero essa teoria mais satisfatoriamente anarquista do que qualquer antilingüistica ou chomskyanismo. Ela sugere que a linguagem pode sobrepor-se à
representação e à mediação, não porque seja inata, mas porque é caótica. Ela sugere que toda experimentação dadaísta (Feyerabend designou sua escola de
epistemologia científica de "dadaísmo anárquico") com poesia sonora, gestos, chistes, linguagem bestial etc. não foi feita com o objetivo nem de descobrir nem de
destruir o significado, mas de criá-lo. O niilismo afirma sombriamente que a linguagem cria significado de forma "arbitrária". O Caos Linguístico alegremente
concorda com isso, mas adiciona que a linguagem pode superar a linguagem, que a linguagem pode criar liberdade a partir da confusão e da decadência da tirania
semântica.
Apêndice A de "TAZ (Temporary Autonomous Zone), Zona Autônoma Temporária" - Hakim Bey
10.8.06
"Diz-se que toda obra de arte resguarda um nonsense, bordando em suas bordas, margens, litorais a instauração da verdade, pela eclosão do ente desvelado, o
além do saber, o que transcende e aponta para o indizível, para o impossível, para o limite."
BISPO com QUIXOTE
além do saber, o que transcende e aponta para o indizível, para o impossível, para o limite."
BISPO com QUIXOTE
7.8.06
Os chistes e sua relação com o inconsciente
(1905) [Freud,S.]
1905 Leipzig e Viena: Deuticke, Pp. ii + 206.
1912 2ª ed. Mesmos editores. Pp. iv + 207.
INTRODUÇÃO - DER WITZ UND SEINE BEZIEHUNG ZUM UNBEWUSSTEN
"(...)Outras idéias, mais ou menos inter-relacionadas, que têm emergido para a definição ou a descrição dos chistes, são as seguintes: um contraste de idéias, sentido no nonsense, desconcerto e esclarecimento.
Definições como a de Kraepelin enfatizam como fator principal o contraste de idéias. Um chiste é a conexão ou a ligação arbitrária, através de uma associação verbal, de duas idéias, que de algum modo contrastam entre si. (...)" Zur Psychologie des Komischen, Kraepelin, E. (1885), Philosophische Studien, ed. W. Wundt. 2, 128 e 327, Leipzig.]
Sobre esta citação de Kraepelin, Freud conclui:
"(...)Se esse ponto for mais desenvolvido, o contraste entre sentido e nonsense torna-se significante. Aquilo que, em certo momento, pareceu-nos ter um significado, verificamos agora que é completamente destituído de sentido. Eis o que, nesse caso, constitui o processo cômico. Um comentário aparece-nos como um chiste se lhe atribuímos uma significância dotada de necessidade psicológica, e tão logo tenhamos feito isso, de novo o refutamos. Essa significância pode querer dizer várias coisas. Atribuímos sentido a um comentário e sabemos que logicamente ele não pode ter nenhum. Descobrimos nele uma verdade, fato impossível de acordo com as leis da experiência ou com nossos hábitos gerais de pensamento.(...)".
http://arsm0.tripod.com/extensao/id14.html
(1905) [Freud,S.]
1905 Leipzig e Viena: Deuticke, Pp. ii + 206.
1912 2ª ed. Mesmos editores. Pp. iv + 207.
INTRODUÇÃO - DER WITZ UND SEINE BEZIEHUNG ZUM UNBEWUSSTEN
"(...)Outras idéias, mais ou menos inter-relacionadas, que têm emergido para a definição ou a descrição dos chistes, são as seguintes: um contraste de idéias, sentido no nonsense, desconcerto e esclarecimento.
Definições como a de Kraepelin enfatizam como fator principal o contraste de idéias. Um chiste é a conexão ou a ligação arbitrária, através de uma associação verbal, de duas idéias, que de algum modo contrastam entre si. (...)" Zur Psychologie des Komischen, Kraepelin, E. (1885), Philosophische Studien, ed. W. Wundt. 2, 128 e 327, Leipzig.]
Sobre esta citação de Kraepelin, Freud conclui:
"(...)Se esse ponto for mais desenvolvido, o contraste entre sentido e nonsense torna-se significante. Aquilo que, em certo momento, pareceu-nos ter um significado, verificamos agora que é completamente destituído de sentido. Eis o que, nesse caso, constitui o processo cômico. Um comentário aparece-nos como um chiste se lhe atribuímos uma significância dotada de necessidade psicológica, e tão logo tenhamos feito isso, de novo o refutamos. Essa significância pode querer dizer várias coisas. Atribuímos sentido a um comentário e sabemos que logicamente ele não pode ter nenhum. Descobrimos nele uma verdade, fato impossível de acordo com as leis da experiência ou com nossos hábitos gerais de pensamento.(...)".
http://arsm0.tripod.com/extensao/id14.html
3.8.06
Fnord
Fnord é chá de erva sem a erva
Fnord é uma montanha muito, mas muito alta
Fnord é a razão pela qual uma caixa de camisinhas vem com 12 ao inves de 10
Fnord é a linha azul na estrada que nunca é pintada
Fnord é o lugar pra onde as meias vão quando somem da lavanderia
Fnord é um jogo de video game como o pacman, mas sem os pontinhos
Fnord é uma nuvenzinha estufada que se vê as 5 da tarde
Fnord é a etiqueta branca que vem nas fitas K7
Fnord é onde os ônibus se escondem a noite
Fnord é a página branca no final do livro
Fnord é o barulho que a árvore faz quando cai no bosque e ninguém ouve
Fnord é o parafuso que cai do carro sem nenhuma razão
Fnord é a razão pela qual Burger King usa papel ao invés de papel
alumínio
Fnord é o desgaste no seu tênis
Fnord é aquele pontinho laranjado nas paginas amarelas
Fnord é o picles sem as lombadas
Fnord é a razão pela qual os patos comem lama
Fnord é um pão tostado sem o pão
Fnord é a cortina veneziana sem as lâminas
Fnord é as aspas na palavra "droga"
Fnord é a origem de todos os zero bits do seu computador
Fnord é o eco do silêncio
Fnord é o cheiro-verde no prato da vida
Fnord é o imposto sobre felicidade
Fnord é o que seu cerebro sente quando se segura o folego por muito
tempo
Fnord é a razão pela qual homosexual enrustidos continuam enrustidos
Fnord é a série de e-mails chatos
Fnord é o buraco do donut
Fnord é o donut todo
Fnord é a cor que somente os cegos podem ver
Fnord é o serial number na caixa de sucrilhos
Fnord é o universo com entropia decrescente
Fnord é o yin sem o yang
Fnord é a razão pela qual HTML tem tantos ...
Fnord é o trevo de quatro folhas que perdeu uma
Fnord nunca dorme
Fnord é a "eia" na palavra baleia
Fnord não é uma partícula ou mesmo uma onda
Fnord é o espaço entre os pixeis do seu monitor
Fnord é o antebellum flagellum fella.
Fnord é o aspirador de pó consciente
Fnord é o menor número maior que zero
Fnord vive no espaço vazio acima do ponto decimal
Fnord é a cor estranha nas costas do dragão
Fnord foi visto a ultima vez em Omaha, Nebraska.
Fnord é o pioneiro da palavra pioneiro
Fnord é o último grão de areia que você nao consegue tirar do seu sapato
Fnord guarda uma sombrancelha extra no bolso
Fnord é a razão pela qual os médicos te pedem para tossir
Fnord é o "ooo" in vrooom nos carros de corrida
Fnord usa duas banheiras de uma vez
Fnord é chá de erva sem a erva
Fnord é uma montanha muito, mas muito alta
Fnord é a razão pela qual uma caixa de camisinhas vem com 12 ao inves de 10
Fnord é a linha azul na estrada que nunca é pintada
Fnord é o lugar pra onde as meias vão quando somem da lavanderia
Fnord é um jogo de video game como o pacman, mas sem os pontinhos
Fnord é uma nuvenzinha estufada que se vê as 5 da tarde
Fnord é a etiqueta branca que vem nas fitas K7
Fnord é onde os ônibus se escondem a noite
Fnord é a página branca no final do livro
Fnord é o barulho que a árvore faz quando cai no bosque e ninguém ouve
Fnord é o parafuso que cai do carro sem nenhuma razão
Fnord é a razão pela qual Burger King usa papel ao invés de papel
alumínio
Fnord é o desgaste no seu tênis
Fnord é aquele pontinho laranjado nas paginas amarelas
Fnord é o picles sem as lombadas
Fnord é a razão pela qual os patos comem lama
Fnord é um pão tostado sem o pão
Fnord é a cortina veneziana sem as lâminas
Fnord é as aspas na palavra "droga"
Fnord é a origem de todos os zero bits do seu computador
Fnord é o eco do silêncio
Fnord é o cheiro-verde no prato da vida
Fnord é o imposto sobre felicidade
Fnord é o que seu cerebro sente quando se segura o folego por muito
tempo
Fnord é a razão pela qual homosexual enrustidos continuam enrustidos
Fnord é a série de e-mails chatos
Fnord é o buraco do donut
Fnord é o donut todo
Fnord é a cor que somente os cegos podem ver
Fnord é o serial number na caixa de sucrilhos
Fnord é o universo com entropia decrescente
Fnord é o yin sem o yang
Fnord é a razão pela qual HTML tem tantos ...
Fnord é o trevo de quatro folhas que perdeu uma
Fnord nunca dorme
Fnord é a "eia" na palavra baleia
Fnord não é uma partícula ou mesmo uma onda
Fnord é o espaço entre os pixeis do seu monitor
Fnord é o antebellum flagellum fella.
Fnord é o aspirador de pó consciente
Fnord é o menor número maior que zero
Fnord vive no espaço vazio acima do ponto decimal
Fnord é a cor estranha nas costas do dragão
Fnord foi visto a ultima vez em Omaha, Nebraska.
Fnord é o pioneiro da palavra pioneiro
Fnord é o último grão de areia que você nao consegue tirar do seu sapato
Fnord guarda uma sombrancelha extra no bolso
Fnord é a razão pela qual os médicos te pedem para tossir
Fnord é o "ooo" in vrooom nos carros de corrida
Fnord usa duas banheiras de uma vez
31.7.06
Surrealismo e Histeria
(André Breton e Louis Aragon)
Nós, surrealistas, consideramos que cumpre-se celebrar aqui o cinqüentenário da histeria, a maior descoberta poética do fim do século XIX, e isto no mesmo momento em que o desmembramento da histeria parece fato consumado. Nos que tanto amamos essas jovens histéricas – cujo tipo perfeito nos é dado pelo caso da deliciosa X.L. (Augustine) que deu entrada na Salpetriere no serviço do dr.Charcot no dia 21 de outubro de 1875, aos 15 anos e meio -, como não seriamos tocados pela laboriosa refutação de distúrbios orgânicos no processo contra a histeria que será perpetrado para sempre pelo olhar único dos médicos? Que pena! M.Babinsky, o homem mais inteligente que abordou a questão, ousava publicar em 1913: “Quando uma emoção sincera e profunda sacode a alma humana, não há mais lugar para a histeria.” Eis ainda o que de melhor nos ensinaram. Freud, que tanto deve a Charcot, lembra-se do tempo em que, pelo testemunho das sobreviventes, os residentes de Salpetriere confundiam seu dever profissional com o prazer do amor, quando ao cair da noite as doentes os encontravam la fora ou os recebiam em seus leitos? Eles repertoriavam em seguida pacientemente, em nome da causa medica, que não se defende, as atitudes passionais tidas por patologias que lhes eram, e ainda o são, humanamente tão preciosas? Após 50 anos a Escola de Nancy esta morta? Se ainda vive, o dr. Luys esqueceu-a? Mas onde se encontra os casos descritos por Néri sobre os tremores de terra de Messine? Onde estão os zuavos torpediados pelo Raymond Roussel da ciência, Clovis Vincent?
Diversas definições da histeria foram dadas ate hoje: divina na Antiguidade, infernal na idade media (dos possuídos de Loudun aos flagelados N.-D. des Pleurs, viva Madame Chantelouve!), definições míticas, eróticas ou simplesmente líricas, definições sociais, definições cientificas. É fácil opor a tais definições essa “doença complexa e proteiforme chamada de histeria que escapa a qualquer definição” (Bernheim). Os espectadores do belíssimo filme A feitiçaria através dos tempos recordam certamente terem encontra na tela ou na sala ensinamentos mais vivos do que os dos livros de Hipocrates e de Platão, onde o utero pula como uma cabrita; de Galeno, que imobiliza a cabre; de Fernel, que recoloca em cena no século XVI e se sente sob sua mão andar até o estomago. Eles viram os chifres do animal crescerem, crescerem ate tornarem-se os chifres do diabo. De sua parte o diabo faltou. As hipóteses positivistas dividem entre si sua herança. A crise histérica toma forma independente da própria histeria, com sua aura soberba, suas quatro fases – sendo que a terceira nos retem por seus mais expressivos e mais puros quadros vivos- e sua simplíssima resolução na vida normal. A histeria, clássica em 1906, perde suas características: “A histeria é um estado patológico que se manifesta por distúrbios passiveis de serem reproduzidos por sugestão em alguns sujeitos com perfeita exatidão e que são sucetiveis de desaparecer so pela influencia da persuasão (contra-sugestao)” (Babinski).
Verificamos nessa definição apenas um momento do devir da histeria. O movimento dialético que a fez nascer segue seu curso. Dez anos mais tarde, sob o deplorável disfarce do pitiatismo, a histeria tende a retomar seus direitos. O medico se espanta. Ele quer negar o que não lhe pertence.
Propomos, portanto, em 1928 uma nova definição da histeria: “A histeria é um estado mental mais ou menos irredutivel que se caracteriza pela subversão das relações que se estabelecem entre o sujeito e o mundo moral ao qual ele acredita em termos práticos pertencer independente de todo sistema delirante. Esse estado mental é fundado na necessidade de uma sedução recíproca, que explica os milagres apressadamente aceitos pela sugestão (ou contra-sugestao) medica. A histeria não é um fenômeno patológico e pode, de todo modo, ser considerada como um meio supremo de expressão”.
A liçao de Charcot
(André Breton e Louis Aragon)
Nós, surrealistas, consideramos que cumpre-se celebrar aqui o cinqüentenário da histeria, a maior descoberta poética do fim do século XIX, e isto no mesmo momento em que o desmembramento da histeria parece fato consumado. Nos que tanto amamos essas jovens histéricas – cujo tipo perfeito nos é dado pelo caso da deliciosa X.L. (Augustine) que deu entrada na Salpetriere no serviço do dr.Charcot no dia 21 de outubro de 1875, aos 15 anos e meio -, como não seriamos tocados pela laboriosa refutação de distúrbios orgânicos no processo contra a histeria que será perpetrado para sempre pelo olhar único dos médicos? Que pena! M.Babinsky, o homem mais inteligente que abordou a questão, ousava publicar em 1913: “Quando uma emoção sincera e profunda sacode a alma humana, não há mais lugar para a histeria.” Eis ainda o que de melhor nos ensinaram. Freud, que tanto deve a Charcot, lembra-se do tempo em que, pelo testemunho das sobreviventes, os residentes de Salpetriere confundiam seu dever profissional com o prazer do amor, quando ao cair da noite as doentes os encontravam la fora ou os recebiam em seus leitos? Eles repertoriavam em seguida pacientemente, em nome da causa medica, que não se defende, as atitudes passionais tidas por patologias que lhes eram, e ainda o são, humanamente tão preciosas? Após 50 anos a Escola de Nancy esta morta? Se ainda vive, o dr. Luys esqueceu-a? Mas onde se encontra os casos descritos por Néri sobre os tremores de terra de Messine? Onde estão os zuavos torpediados pelo Raymond Roussel da ciência, Clovis Vincent?
Diversas definições da histeria foram dadas ate hoje: divina na Antiguidade, infernal na idade media (dos possuídos de Loudun aos flagelados N.-D. des Pleurs, viva Madame Chantelouve!), definições míticas, eróticas ou simplesmente líricas, definições sociais, definições cientificas. É fácil opor a tais definições essa “doença complexa e proteiforme chamada de histeria que escapa a qualquer definição” (Bernheim). Os espectadores do belíssimo filme A feitiçaria através dos tempos recordam certamente terem encontra na tela ou na sala ensinamentos mais vivos do que os dos livros de Hipocrates e de Platão, onde o utero pula como uma cabrita; de Galeno, que imobiliza a cabre; de Fernel, que recoloca em cena no século XVI e se sente sob sua mão andar até o estomago. Eles viram os chifres do animal crescerem, crescerem ate tornarem-se os chifres do diabo. De sua parte o diabo faltou. As hipóteses positivistas dividem entre si sua herança. A crise histérica toma forma independente da própria histeria, com sua aura soberba, suas quatro fases – sendo que a terceira nos retem por seus mais expressivos e mais puros quadros vivos- e sua simplíssima resolução na vida normal. A histeria, clássica em 1906, perde suas características: “A histeria é um estado patológico que se manifesta por distúrbios passiveis de serem reproduzidos por sugestão em alguns sujeitos com perfeita exatidão e que são sucetiveis de desaparecer so pela influencia da persuasão (contra-sugestao)” (Babinski).
Verificamos nessa definição apenas um momento do devir da histeria. O movimento dialético que a fez nascer segue seu curso. Dez anos mais tarde, sob o deplorável disfarce do pitiatismo, a histeria tende a retomar seus direitos. O medico se espanta. Ele quer negar o que não lhe pertence.
Propomos, portanto, em 1928 uma nova definição da histeria: “A histeria é um estado mental mais ou menos irredutivel que se caracteriza pela subversão das relações que se estabelecem entre o sujeito e o mundo moral ao qual ele acredita em termos práticos pertencer independente de todo sistema delirante. Esse estado mental é fundado na necessidade de uma sedução recíproca, que explica os milagres apressadamente aceitos pela sugestão (ou contra-sugestao) medica. A histeria não é um fenômeno patológico e pode, de todo modo, ser considerada como um meio supremo de expressão”.
A liçao de Charcot
28.7.06
Editora Deriva
É difícil classificar a deriva como uma editora, ela está mais para um espasmo, uma caminhada sem rumo pelo centro da cidade estando de porre.
A proposta é fazer livros baratos e de qualidade usando baixa tecnologia, no velho estilo do it yourself ou low-tech para os mais pós-modernos. Mas a produção de um livro é só o primeiro passo, buscamos construir novas relações na produção e distribuição usando moedas socias, flertando com clubes de trocas e todo tipo de parceria maluca.
O preço dos livros no Brasil sempre foi um absurdo e a desculpa recorrente das editoras é de que o brasileiro lê pouco e por isso compensa os altos custos de produção com preços maiores para um público elitizado. Se formos seguir esse discurso do mundo empresarial nunca vamos sair do atoleiro em que se encontra o mercado editorial no Brasil e a sua total mercantilização com seus harry potters e códigos da vinci.
É por isso que incríveis iniciativas independentes estão pipocando na internet tentando quebrar esse cerco: Projeto Periferia, Coletivo Sabotagem, etc. Iniciativas que nos trouxeram a inspiração para lançar a Editora Deriva na perspectiva de transpor a militância pela democratização da cultura para fora da internet.
A Editora Deriva ainda é embrionária, mas já contamos com cinco títulos, pretendendo alcançar dez até o final do ano. Confira e apóie essa idéia e todas as outras editoras independestes que estão por ai traduzindo, editando e distribuindo ótimos textos.
Títulos disponíveis:
TAZ - Hakim Bey
O Casamento do Pequeno Burguês - Bertold Brecht
As Criadas - Jean Genet
Entre Quatro Paredes - Jean-Paul Sartre
O Diário de um Louco - Nicolai Gogol
Em breve:
Bolo´bolo - PM
Os Justos - Camus
Miséria do Movimento Estudantil - Situacionistas
Site da editora:
Editora Deriva
Comunidade no Orkut
Email:: excambo@yahoo.com.br
É difícil classificar a deriva como uma editora, ela está mais para um espasmo, uma caminhada sem rumo pelo centro da cidade estando de porre.
A proposta é fazer livros baratos e de qualidade usando baixa tecnologia, no velho estilo do it yourself ou low-tech para os mais pós-modernos. Mas a produção de um livro é só o primeiro passo, buscamos construir novas relações na produção e distribuição usando moedas socias, flertando com clubes de trocas e todo tipo de parceria maluca.
O preço dos livros no Brasil sempre foi um absurdo e a desculpa recorrente das editoras é de que o brasileiro lê pouco e por isso compensa os altos custos de produção com preços maiores para um público elitizado. Se formos seguir esse discurso do mundo empresarial nunca vamos sair do atoleiro em que se encontra o mercado editorial no Brasil e a sua total mercantilização com seus harry potters e códigos da vinci.
É por isso que incríveis iniciativas independentes estão pipocando na internet tentando quebrar esse cerco: Projeto Periferia, Coletivo Sabotagem, etc. Iniciativas que nos trouxeram a inspiração para lançar a Editora Deriva na perspectiva de transpor a militância pela democratização da cultura para fora da internet.
A Editora Deriva ainda é embrionária, mas já contamos com cinco títulos, pretendendo alcançar dez até o final do ano. Confira e apóie essa idéia e todas as outras editoras independestes que estão por ai traduzindo, editando e distribuindo ótimos textos.
Títulos disponíveis:
TAZ - Hakim Bey
O Casamento do Pequeno Burguês - Bertold Brecht
As Criadas - Jean Genet
Entre Quatro Paredes - Jean-Paul Sartre
O Diário de um Louco - Nicolai Gogol
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Bolo´bolo - PM
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